
Empresa que operou voo de Flávio Bolsonaro aos EUA é investigada na Argentina; não há comprovação de ligação entre a viagem e recursos suspeitos. (Foto: Instagram)
A Baires Fly, operadora do jatinho que transportou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua família aos Estados Unidos, aparece em uma investigação argentina sobre suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. A apuração envolve contratos da Agência Nacional de Discapacidade (ANDIS), órgão ligado ao governo de Javier Milei, e operações comerciais da companhia aérea.
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O caso busca esclarecer possíveis irregularidades em compras de medicamentos e insumos destinados a pessoas com deficiência. Entre os pontos examinados estão transferências feitas por fornecedores do órgão público à Baires Fly e notas fiscais relacionadas a serviços aeronáuticos.
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Os investigadores apuram se operações comerciais da empresa teriam sido usadas para dar aparência legal a recursos ligados a contratos públicos supostamente direcionados. Entre as movimentações mencionadas estão pagamentos das empresas Prolite Orthopedics e Probock. Também são analisadas comunicações envolvendo o empresário Sergio Daniel Mastropietro e o lobista Miguel Ángel Calvete.
Uma das suspeitas é que notas fiscais de serviços de aviação tenham sido usadas para justificar transferências. A confirmação de eventuais irregularidades depende da análise das operações e da origem dos valores. A Baires Fly tem Luis Grande como presidente e proprietário formal, enquanto a Justiça argentina investiga se Mastropietro atuava como administrador oculto da companhia.
Mastropietro também é citado na apuração sobre a ANDIS, que abrange fornecedores e ex-integrantes do órgão. A existência da investigação, porém, não comprova que o transporte de Flávio tenha sido pago com recursos ilícitos. As informações disponíveis não demonstram vínculo entre o custeio da viagem do senador e as operações sob análise.
A Baires Fly já havia operado um voo usado por Javier Milei em novembro de 2023, depois de sua vitória na eleição presidencial argentina. Na ocasião, o então presidente eleito viajou aos Estados Unidos. Nesta quarta-feira (28), o Gulfstream G400 de matrícula LV-JQW chegou à região de Miami com Flávio, a mulher e as duas filhas, após partir de Puerto Iguazú e fazer escala em Guayaquil, no Equador.
Ainda não foram esclarecidos publicamente quem contratou o fretamento, o valor da viagem ou quem arcou com a despesa.
