
Após a vitória de Lula no 2º turno, políticos e empresários ligados ao PL defenderam nas redes a demissão de trabalhadores petistas. A Justiça do Trabalho determinou que a deputada Índia Armelau apagasse publicações e parasse de incentivar discriminação política. (Foto: Instagram)
Pessoas que se apresentam como empresários e políticos ligados ao PL passaram a defender nas redes sociais a demissão de funcionários que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As manifestações ganharam força após Lula vencer o senador Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno, no domingo (25.out.2026).
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As publicações incentivam empregadores a identificar trabalhadores petistas e dispensá-los por suas preferências políticas. Não há confirmação de que todas as manifestações tenham resultado em demissões.
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A vereadora de Londrina (PR) e deputada estadual eleita Jéssica Ramos Moreno (PL), conhecida como Jessicão, publicou mensagem defendendo que empregadores dispensassem funcionários que apoiaram Lula. “Você tem uma empregada que é petista? Demita! Tem um funcionário que é petista? Demita!”, escreveu. Ela também incentivou consumidores a não contratar serviços de apoiadores do PT.
No Rio de Janeiro, a deputada estadual Índia Armelau (PL) sugeriu que empresários consultassem as redes sociais dos empregados para identificar quem apoiava Lula. O Ministério Público do Trabalho ajuizou uma ação civil pública contra a deputada. Nesta 3ª feira (27.out), a Justiça do Trabalho determinou que ela apagasse as publicações e parasse de incentivar a discriminação de trabalhadores por convicção política. O descumprimento pode resultar em multa diária de R$ 5.000.
Índia Armelau afirmou que sua manifestação foi interpretada de maneira equivocada e declarou respeitar as escolhas políticas dos trabalhadores. A legislação brasileira proíbe a discriminação nas relações de trabalho por convicção política. Quem for demitido por esse motivo pode recorrer à Justiça para pedir indenização, reintegração ao emprego e outras medidas previstas em lei.
Até 2ª feira (26.out), o Ministério Público do Trabalho havia recebido 1.937 denúncias de assédio eleitoral, segundo a Agência Brasil. Os casos podem ser comunicados ao MPT e à Justiça do Trabalho.
