
Famílias brasileiras pagaram R$ 515,4 bilhões em juros no primeiro semestre de 2026, alta de 9,8% em relação ao mesmo período de 2025, segundo levantamento da FecomercioSP. (Foto: Instagram)
As famílias brasileiras desembolsaram R$ 515,4 bilhões em juros no primeiro semestre de 2026. A quantia representa um aumento de 9,8% frente ao mesmo período de 2025 e é quase 17% maior do que a registrada em 2024.
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Os juros comprometeram 14,64% da renda familiar total nos seis primeiros meses do ano. No mesmo período, a inadimplência de pessoas físicas avançou 20,3%, e o montante de dívidas atrasadas chegou a R$ 186,9 bilhões. Os dados fazem parte de levantamento da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).
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No crédito livre para pessoas físicas, a taxa nominal ponderada acumulada subiu de 24,3% no primeiro semestre de 2025 para 25,3% em 2026. A taxa média mensal equivalente passou de 3,69% para 3,83%. Já a inadimplência acima de 90 dias foi de 6,5% para 7,37%, aumento de 0,87 ponto percentual, ou 13,4% em termos relativos. Em 2024, esse índice era de 5,59%, o que representa alta de 1,78 ponto percentual em dois anos.
O saldo real do crédito livre destinado às famílias cresceu 6,1%, alcançando R$ 2,353 trilhões. As novas concessões aumentaram 5,1% e somaram R$ 2,025 trilhões. A renda familiar consolidada também avançou: passou de R$ 3,278 trilhões para R$ 3,521 trilhões, crescimento de 7,4%, segundo a entidade.
As empresas pagaram R$ 158,6 bilhões em juros no primeiro semestre de 2026, ante R$ 158,1 bilhões no mesmo intervalo de 2025, uma variação de 0,3%. O saldo real do crédito empresarial caiu 2,4%. No período, a taxa nominal ponderada subiu de 10,5% para 11%, e a taxa média mensal equivalente foi de 1,68% para 1,76%. O valor inadimplente cresceu 10,7%, de R$ 58,3 bilhões para R$ 64,5 bilhões. A taxa de inadimplência empresarial passou de 3,51% para 3,98%, alta de 0,47 ponto percentual, ou 13,4% em termos relativos. Em 2024, o índice era de 3,36%.
Somadas as despesas de famílias e empresas, os juros totalizaram R$ 674 bilhões no semestre, valor 7,4% superior ao do primeiro semestre de 2025 e 13% maior que o de 2024. O estoque de dívidas com atraso acima de 90 dias aumentou 17,7% em 12 meses, chegando a R$ 251,4 bilhões; em relação a 2024, a alta real foi de 39,4%. A FecomercioSP afirma que, em 2024, os gastos com juros aumentaram enquanto a inadimplência permaneceu controlada. Em 2026, segundo a entidade, as despesas financeiras crescentes vieram acompanhadas de um acúmulo mais rápido de débitos em atraso. A federação também aponta que a redução do estoque real de crédito para empresas indica menor tomada de recursos, embora as companhias estejam pagando taxas individualmente mais altas.








