Influenciador é preso após publicar vídeo xenofóbico contra nordestinos

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Influenciador é preso em Minas Gerais após vídeo xenofóbico contra nordestinos (Foto: Instagram)

Um influenciador de 26 anos foi preso em flagrante na segunda-feira (26), em Espinosa, no Norte de Minas Gerais. Ele é suspeito de publicar nas redes sociais um vídeo xenofóbico contra nordestinos, com referência a agressões usando cintos contra vendedores de tapetes. O celular do investigado foi apreendido durante a ação policial.

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A investigação apura possíveis crimes de discriminação por procedência regional e incitação ao crime. A publicação associava a origem dos vendedores a uma representação de violência física e provocou a reação das autoridades. O conteúdo circulou na internet antes da prisão do suspeito, ocorrida no interior de Minas Gerais.

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No vídeo, o homem fazia alusão a agredir com cintadas pessoas nordestinas que fossem até ele para vender produtos. A legenda da publicação dizia: “Eu no primeiro nordestino que vier me vender tapete”. A mensagem vinculava a origem regional dos vendedores à possibilidade de sofrerem agressões.

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, outros usuários comentaram a postagem, e alguns manifestaram apoio à situação retratada. A corporação informou que essas interações poderão ser analisadas durante a investigação, que busca esclarecer também a possível participação de outras pessoas na disseminação ou no incentivo à violência.

O celular do influenciador foi recolhido pelos policiais e será submetido à análise. O exame do aparelho deverá contribuir para a coleta de provas e para esclarecer as circunstâncias da publicação, incluindo informações relacionadas ao conteúdo divulgado nas redes sociais.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Espinosa, instaurou um procedimento para acompanhar o caso. Além do vídeo, as autoridades apuram possíveis manifestações de apoio, incentivo ou incitação à violência feitas por outros usuários. O MPMG destacou que o preconceito motivado pela origem regional viola direitos fundamentais e deve ser investigado pelos órgãos responsáveis.