
Justiça de SP rejeita pedido de prisão de empresário acusado de agredir a esposa; Ministério Público recorre e pede reforço da proteção à vítima. (Foto: Instagram)
A Justiça de São Paulo rejeitou o pedido do Ministério Público estadual para que o empresário Ivo Kos, de 48 anos, acusado de agredir e desfigurar o rosto da esposa, a cirurgiã-dentista Giullia Falcão Kos, de 27, voltasse à prisão. Após a expedição do alvará de soltura, o órgão apresentou novo recurso nesta terça-feira (27) e também pediu o reforço das medidas de proteção à vítima. O processo tramita em segredo de Justiça.
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A agressão ocorreu em 14 de agosto, no bairro de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista, e foi registrada por câmeras de segurança. O novo recurso, assinado pelo procurador de Justiça Eder Segura, sustenta que a liberdade do empresário põe em risco a integridade da vítima e a instrução criminal, já que ela e as testemunhas ainda não depuseram em juízo. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) informou que, por se tratar de um processo sigiloso, não poderia fornecer nem confirmar informações.
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A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que Kos é egresso da Penitenciária de Potim II, no interior do Estado. Ele deixou a unidade na quarta-feira (21), após a Justiça conceder a liberdade, e publicou pouco depois uma foto nas redes sociais ao lado do filho para comemorar a soltura. A defesa de Giullia disse que não se manifestaria; a defesa do empresário foi procurada e ainda não havia respondido.
A soltura ocorreu após um acordo entre o empresário e a vítima para formalizar o divórcio. Para os promotores responsáveis pelo caso, porém, o acerto na esfera cível não elimina a periculosidade atribuída ao acusado nem afasta a necessidade de prisão cautelar no processo criminal. O empresário havia sido preso em flagrante no dia da agressão.
Além de pedir o restabelecimento imediato da prisão preventiva, o Ministério Público solicitou restrições de circulação para Kos e o fornecimento de um dispositivo de alerta à vítima. Também pediu busca e apreensão de objetos supostamente usados nas agressões e de eventuais armas, além da proibição de contato do réu com testemunhas.
O órgão pediu ainda que o empresário participe de um programa de recuperação, reeducação e acompanhamento psicossocial. No decorrer do processo, o Ministério Público aditou a denúncia para incluir também a acusação de tortura, além das imputações iniciais relacionadas à prisão em flagrante. O recurso da promotoria aguarda análise da instância superior do Judiciário paulista.
O texto aborda violência contra a mulher e violência doméstica. Quem vive essa situação ou conhece alguém que precisa de ajuda pode ligar para o número 180 e denunciar.








