
Silas Malafaia afirmou que discordou da viagem de Jair Bolsonaro aos Estados Unidos após a derrota eleitoral de 2022 e defendeu que um líder permaneça no país para enfrentar as consequências. (Foto: Instagram)
O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e aliado de Jair Bolsonaro (PL), criticou a viagem do então presidente à Flórida, nos Estados Unidos, em dezembro de 2022. Bolsonaro deixou o Brasil após perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração de Malafaia foi divulgada no documentário Apocalipse nos Trópicos, dirigido por Petra Costa.
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No filme, Malafaia diz que discordou da decisão de Bolsonaro de ir para os Estados Unidos e defende que um líder permaneça no país para enfrentar as consequências. “Um líder fica. Paga o preço. Vai para a cadeia ou não”, afirmou. O pastor também citou Lula: segundo ele, embora houvesse indicações de que o petista poderia ser preso, Lula não deixou o país. “Então, para mim, o cara sair correndo e ir para a América… não concordei. Não vou concordar nunca. Fica aí e encara. Aguenta o pau”, declarou.
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A referência de Malafaia diz respeito à prisão de Lula, ordenada em 2018 pelo então juiz federal Sergio Moro, depois que o Supremo Tribunal Federal negou um habeas corpus ao petista. Lula se entregou à Polícia Federal após passar 2 dias na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP).
A fala do pastor voltou a circular nas redes sociais depois que Flávio Bolsonaro (PL), filho mais velho de Jair Bolsonaro, deixou o Brasil na 3ª feira (27.out.2026). A saída ocorreu 2 dias depois de Flávio perder a eleição presidencial para Lula.
Antes disso, Alexandre de Moraes, do STF, havia determinado a retenção dos passaportes comum e diplomático de Flávio e proibido o senador de deixar o território brasileiro. A decisão foi tomada no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz.
Flávio não entregou os documentos à Polícia Federal, que cancelou os passaportes. A corporação apura as informações sobre a saída do senador do país. Rogério Marinho (PL-RN), senador e coordenador da campanha de Flávio, disse a jornalistas que a direção do partido não havia sido informada sobre uma possível viagem. Segundo Marinho, ele recebeu uma mensagem de Flávio na manhã de 3ª feira (27.out), na qual o senador afirmou que iria “dar um tempo”.








