
Silas Malafaia defendeu a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil após a derrota eleitoral e acusou Alexandre de Moraes de perseguição política. (Foto: Instagram)
O pastor Silas Malafaia defendeu nesta 4ª feira (28.out.2026) a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil após a derrota na eleição presidencial. Em vídeo publicado nas redes sociais, afirmou que o congressista agiu corretamente e acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de perseguição política.
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“Vocês queriam o quê? Eu estou vendo a esquerda espernear. Queria que Flávio ficasse aqui para ser preso?”, questionou Malafaia. Na sequência, declarou que o senador está “corretíssimo” por ter deixado o país. O pastor também disse que Moraes não seria um magistrado, mas “um agente político no STF”, e que sua atuação contraria o princípio da imparcialidade judicial.
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Malafaia apontou como prova de perseguição à direita a autorização para apreender o passaporte de Flávio. Segundo ele, a Polícia Federal pediu a medida 7 minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral confirmar matematicamente a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no domingo (25.out). A PF justificou o pedido com o risco de o senador deixar o país. Flávio é investigado em um inquérito sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz. Os dois negam irregularidades.
O senador, a mulher e as duas filhas adolescentes do casal chegaram a Miami, nos EUA, na manhã de 28.out.2026. A família viajou em um jatinho que partiu de Puerto Iguazú, na Argentina, fez escala em Guayaquil, no Equador, e seguiu para os Estados Unidos. A saída ocorreu, segundo o relato, porque se sentiam ameaçados por possíveis decisões de Moraes. O ministro avalizou o pedido da PF para apreender os documentos de Flávio e impedi-lo de deixar o país.
Malafaia também reagiu à circulação de uma gravação antiga em que dizia discordar da ida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos. O pastor afirmou que o trecho foi apresentado como se criticassse a saída de Flávio. Disse ter mudado de opinião sobre a viagem de Jair por considerar que o ex-presidente poderia ser preso se permanecesse no Brasil.
O pastor mencionou ainda que Edson Fachin, presidente do STF, arquivou uma investigação contra ele e determinou a devolução de seu passaporte, apreendido em agosto de 2025. A decisão seguiu parecer da Procuradoria Geral da República, que não encontrou provas suficientes de sua participação no crime investigado.
Antes de deixar o Brasil, Flávio havia negado, em vídeo publicado na 2ª feira (26.out), que sairia do país. Disse que foi intimado pela PF ao deixar a casa do pai, que cumpre prisão domiciliar, e contestou a decisão de Moraes. Na eleição, Lula recebeu 64.256.232 votos (51,79%), contra 59.826.041 (48,21%) do senador. Na 4ª feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou aprovar a chegada de Flávio e voltou a criticar a eleição brasileira, sem apresentar provas de irregularidades.
