
Rogério Marinho afirmou que Flávio Bolsonaro poderia liderar a oposição a Lula mesmo fora do Brasil. (Foto: Instagram)
O senador Rogério Marinho (PL-RN) disse nesta 3ª feira (27.out.2026) que Flávio Bolsonaro (PL) poderia liderar a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mesmo estando fora do Brasil. Questionado pelo jornal O Estado de S. Paulo, Marinho mencionou a líder venezuelana María Corina Machado. “A María Corina faz isso há muito tempo”, afirmou ao sair de uma reunião com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na sede da sigla, em Brasília.
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A declaração foi dada em meio à repercussão de informações de que Flávio teria viajado para os Estados Unidos após não entregar seus passaportes à Polícia Federal dentro do prazo estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Até o momento, o paradeiro do senador não havia sido confirmado oficialmente.
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Marinho relatou ter conversado com Flávio na 2ª feira (26.out), um dia depois da derrota presidencial, sobre a importância de assumir a liderança da oposição a Lula. Na avaliação do coordenador da campanha, o candidato recebeu quase 60 milhões de votos e deveria representar esse eleitorado nos próximos 4 anos. Marinho disse que os aliados esperavam que Flávio assumisse esse papel.
Na 2ª feira, Flávio publicou um vídeo anunciando que buscaria a cassação da chapa de Lula, alegando abusos de poder político e econômico durante a campanha. Ele também declarou que lideraria a oposição ao petista.
Marinho afirmou que não foi avisado sobre uma possível viagem do senador. De acordo com ele, o último contato aconteceu por volta das 8h desta 3ª feira, quando Flávio mandou uma mensagem dizendo que iria “dar um tempo” e conversaria novamente com os aliados. O congressista disse compreender uma eventual saída do país, mas ressaltou que não foi consultado.
María Corina Machado é uma das principais lideranças da oposição venezuelana e recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 2025. Adversária do chavismo, ela passou parte de 2026 fora da Venezuela e retornou ao país no domingo (25.out.2026), após cerca de 10 meses no exterior. Marinho citou sua atuação fora do território venezuelano como exemplo de que é possível liderar a oposição à distância. Enquanto aliados tentam esclarecer o paradeiro de Flávio, a PF apura se ele deixou o Brasil, apesar de estar proibido de sair do país por determinação judicial.
