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Motorista do Porsche azul será julgado nesta quarta-feira (28) por morte de trabalhador


Fernando Sastre de Andrade Filho será julgado pela colisão que matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana e deixou um passageiro gravemente ferido. (Foto: Instagram)

Fernando Sastre de Andrade Filho será julgado pela colisão do Porsche azul que matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana e deixou gravemente ferido um passageiro. O Ministério Público pretende pedir uma condenação superior a 20 anos de prisão, enquanto a defesa contesta a acusação de dolo eventual.

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O julgamento está marcado para começar às 10h desta quarta-feira (28), no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. Preso preventivamente desde maio de 2024, Fernando responde por homicídio qualificado, na modalidade de dolo eventual, e lesão corporal gravíssima. A sessão deve durar dois dias, mas pode se estender.

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A batida ocorreu na madrugada de 31 de março de 2024, na Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé. O Porsche atingiu a traseira do Renault Sandero conduzido por Ornaldo da Silva Viana, que morreu após ser socorrido.

A perícia apontou que o Porsche chegou a 156 km/h antes da colisão e estava a cerca de 136 km/h no momento do impacto. Naquele trecho, o limite de velocidade era de 50 km/h. Marcus Vinicius Machado Rocha, amigo de Fernando e passageiro do veículo, também ficou gravemente ferido. Ele sofreu fraturas nas costelas e passou por cirurgia para a retirada do baço.

A Promotoria afirma que Fernando assumiu o risco de matar ao dirigir em velocidade excessiva depois de consumir bebida alcoólica. Para sustentar a acusação, reúne depoimentos, imagens e registros da investigação. O empresário nega ter ingerido álcool, e seus advogados defendem que o caso seja enquadrado como homicídio culposo, sem intenção de matar.

Sete jurados formarão o Conselho de Sentença. Estão previstos depoimentos de testemunhas da acusação e da defesa, além do interrogatório do réu. Dois policiais militares que atenderam à ocorrência também respondem a um processo separado na Justiça Militar. A acusação aponta falhas na abordagem, entre elas a liberação de Fernando sem que fosse submetido ao teste do bafômetro. Ele deixou o local acompanhado da mãe e se apresentou à polícia aproximadamente 36 horas depois.

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