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Oposição argentina cobra explicações sobre entrada de Flávio no país


Opositores de Javier Milei cobram explicações sobre a passagem de Flávio Bolsonaro pela Argentina após deixar o Brasil. (Foto: Instagram)

Opositores do presidente argentino Javier Milei (La Libertad Avanza, direita) pressionam o governo a esclarecer como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entrou na Argentina após deixar o Brasil na 3ª feira (27.out.2026). Os congressistas questionam o uso do território argentino para a saída do senador, que tinha sido proibido de deixar o Brasil.

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Flávio, candidato derrotado à Presidência, deixou o país um dia depois de a Polícia Federal intimá-lo a entregar os passaportes comum e diplomático, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que o senador, sua mulher, Fernanda, e as duas filhas entraram no país pela ponte Tancredo Neves, na província de Misiones.

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De acordo com o órgão argentino, o grupo atravessou a fronteira às 22h50 e embarcou às 23h30 em um voo privado da Baires Fly S.A. com destino a Guayaquil, no Equador. Os Estados Unidos são o destino final do senador. O deputado socialista Esteban Paulón criticou Milei nas redes sociais e compartilhou o comunicado da Direção Nacional de Migrações.

Paulón afirmou que, além de insultar um presidente em exercício, um integrante do Supremo Tribunal Federal e o povo brasileiro, Milei teria facilitado a saída de Flávio da Justiça brasileira. O deputado também declarou que o passaporte foi retido para que o senador permanecesse no Brasil durante os procedimentos legais e questionou por que o presidente argentino teria ajudado o aliado, o que, segundo ele, poderia prejudicar a relação bilateral.

Milei apoiou Flávio e participou do evento que oficializou sua candidatura ao Palácio do Planalto. Durante a campanha, o presidente argentino atacou o adversário do senador, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com ofensas, e também dirigiu insultos a Moraes. As declarações contribuíram para uma crise diplomática entre os dois países. Milei não reconheceu a vitória de Lula na eleição de domingo (25.out), e o porta-voz Adrián Ravier disse na 3ª feira (27.out) que o líder argentino não comentaria o resultado.

A senadora peronista Juliana Di Tullio cobrou explicações do governo argentino, por meio do ministro do Interior, Diego Santilli, sobre a possibilidade de Flávio ter usado a fronteira e o território do país para deixar o Brasil. A deputada Myriam Bregman, da Frente de Esquerda, também pediu esclarecimentos às autoridades. Ela criticou o que chamou de proteção oferecida por Milei e por outros integrantes da direita internacional a aliados que enfrentam consequências legais.

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