Quem são os políticos citados por Flávio Bolsonaro em carta e quais foram suas trajetórias

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Flávio Bolsonaro citou Rui Barbosa, Charles de Gaulle, José Martí e opositores venezuelanos em carta na qual afirmou que lideraria o Brasil do exterior. (Foto: Instagram)

Em carta publicada na tarde desta quarta-feira, 28, o senador Flávio Bolsonaro mencionou figuras históricas que, segundo ele, representam a resistência a ditaduras. Após deixar o Brasil, afirmou que lideraria o país do exterior e disse não ser o primeiro a lutar pela própria nação longe dela.

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Entre os nomes citados estão o brasileiro Rui Barbosa, o francês Charles de Gaulle e o cubano José Martí. Flávio também destacou os opositores venezuelanos Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina Machado, relacionando suas trajetórias à oposição a regimes autoritários.

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Na carta, o senador afirmou que Rui Barbosa foi exilado por enfrentar o poder de Floriano Peixoto e continuou defendendo a lei e a liberdade. Jurista, diplomata, escritor e político, Barbosa apoiou a abolição da escravidão, o federalismo e as liberdades individuais, além de participar da formação das instituições republicanas. Defendia, porém, que o voto fosse restrito a pessoas alfabetizadas. Sua passagem pelo Ministério da Fazenda ficou associada ao Encilhamento, crise marcada por especulação financeira e inflação.

Flávio também comparou sua situação à de Charles de Gaulle, que, segundo a carta, liderou a França Livre a partir de Londres durante a Segunda Guerra Mundial. General e estadista, De Gaulle comandou a resistência francesa à ocupação nazista e presidiu o país de 1959 a 1969. Nesse período, fortaleceu a posição internacional da França e conduziu a transição para a independência da Argélia. Seu estilo centralizador foi criticado por concentrar poder no Executivo, e seu governo enfrentou grandes protestos estudantis e trabalhistas em maio de 1968.

Sobre José Martí, Flávio lembrou que ele organizou a luta pela independência cubana a partir de Nova York. Escritor, jornalista e político, Martí foi um dos principais líderes intelectuais da mobilização contra o domínio espanhol e defendeu a soberania latino-americana e a igualdade racial. Morreu em combate antes de ver a independência de Cuba. Mais tarde, diferentes correntes políticas, inclusive o governo revolucionário cubano, reivindicaram seu legado, alimentando disputas sobre suas ideias e seu nacionalismo.

Na Venezuela, Juan Guaidó e Edmundo González foram citados como opositores de Nicolás Maduro. Guaidó declarou-se presidente interino em 2019 e recebeu reconhecimento de vários países, mas não assumiu o controle do Estado e foi alvo de controvérsias envolvendo recursos da oposição. González concorreu pela oposição nas eleições de 2024, cujo resultado oficial foi contestado por seus apoiadores, que reivindicaram sua vitória. María Corina Machado, impedida de disputar a eleição, apoiou González e recebeu o Nobel da Paz de 2025. Sua proximidade com os Estados Unidos e seu apoio a medidas de pressão contra o governo venezuelano geram críticas sobre influência externa e possíveis efeitos para a população.