Sóstenes diz que imprensa transformou família Bolsonaro em “alvo de chacota”

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Sóstenes Cavalcante critica cobertura da chegada de Flávio Bolsonaro aos EUA (Foto: Instagram)

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, criticou nesta 4ª feira (28.out.2026) a cobertura da chegada do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e de seus familiares aos Estados Unidos. Segundo Sóstenes, veículos de comunicação ridicularizaram a família e trataram suspeitas como se fossem condenações.

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Em publicação no X, o deputado disse que a chegada da família foi alvo de deboche e afirmou que, para parte da imprensa, o sobrenome Bolsonaro seria suficiente para condená-los. Também acusou veículos de agir de maneira parcial em relação à família, especialmente após a derrota de Flávio na eleição presidencial.

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Sóstenes questionou ainda a atuação do Judiciário e sugeriu que o senador poderia ser vítima de perseguição política. Ele perguntou que tipo de democracia permitiria que um candidato apoiado por mais de 60 milhões de brasileiros temesse perseguição logo após uma eleição. O deputado, porém, não especificou quais veículos teriam zombado da família nem citou reportagens concretas.

Em outra publicação, Sóstenes contestou que Flávio tivesse deixado o Brasil como foragido. Para defender a afirmação, compartilhou um vídeo do advogado Renato Stanziola, exibido pela GloboNews, a respeito das consequências jurídicas de não entregar o passaporte. “Flávio Bolsonaro não saiu do país como foragido”, escreveu, pedindo que a situação fosse descrita corretamente.

Flávio desembarcou com familiares em Miami, nos Estados Unidos, na manhã de 28.out.2026. A viagem ocorreu depois de uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para que entregasse os passaportes e não deixasse o território nacional. Segundo o texto, ele, a mulher e as duas filhas adolescentes foram para o exterior por temer possíveis decisões do ministro Alexandre de Moraes.

A Polícia Federal pediu a apreensão do passaporte de Flávio 7 minutos após o Tribunal Superior Eleitoral anunciar o resultado da eleição presidencial, às 21h09 de 25 de outubro de 2026. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu com 64.256.232 votos (51,79%), ante 59.826.041 (48,21%) do senador. Moraes autorizou o pedido da PF e proibiu Flávio de sair do país.

Na 2ª feira (26.out), antes de viajar, Flávio havia publicado uma gravação negando que deixaria o Brasil. Ele relatou ter sido intimado pela Polícia Federal ao sair da casa do pai, Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar. O senador também contestou a justificativa da decisão de Moraes, afirmando que ela se baseava em uma declaração atribuída a Eduardo em 23.out.2026 sobre deixar o país caso Flávio perdesse a eleição. Flávio negou ter feito essa afirmação e questionou se ela justificaria a retenção de seu passaporte.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta 4ª feira (28.out.2026) que aprova a chegada do senador ao país e afirmou considerar a família “boas pessoas”. Questionado por jornalistas, voltou a criticar a eleição brasileira, vencida por Lula, e a classificou como “muito estranha” e “terrível”, sem apresentar provas de irregularidades.