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Tabet diz ter escrito respostas usadas por Lula contra Flávio em debate


Antonio Tabet afirmou que ajudou voluntariamente a preparar respostas para Lula no debate da TV Globo contra Flávio Bolsonaro, no 2º turno das eleições de 2026. (Foto: Instagram)

O humorista e publicitário Antonio Tabet afirmou ter ajudado a preparar respostas para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate da TV Globo contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O encontro ocorreu durante o 2º turno das eleições presidenciais de 2026. Em publicação no X nesta 3ª feira (27.out.2026), Tabet disse que colaborou voluntariamente nos bastidores da campanha com o deputado federal André Janones (Rede-MG), responsável pela mobilização digital do chamado Exército do Lula.

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Tabet contou que passou a noite escrevendo respostas para temas como aposentadoria, escala 6 por 1 e “9 dedos”. Disse que comemorou com o filho quando Lula falou sobre os assuntos no debate. O humorista não detalhou quais argumentos foram aproveitados pelo presidente. Segundo ele, após uma das intervenções, Janones telefonou e brincou que não gostaria de enfrentá-lo em um debate se fosse candidato. “Empatamos. Também não gostaria de enfrentar o general do ‘exército’ do qual fiz parte”, escreveu.

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Sobre sua participação na campanha, Tabet afirmou que, no início, pensou em ficar fora da disputa por receio de que seu posicionamento político prejudicasse a carreira. Ele disse que três motivos pesaram para que mudasse de ideia: exercer a cidadania, buscar justiça e proteger o filho, Pedro. O humorista relatou temer que o jovem, integrante da comunidade LGBTQIAPN+, sofresse violência por causa de sua identidade. “Esse medo se transforma em indignação. Que vira revolta. Que vira gana”, escreveu.

Tabet também associou o aumento de sua atuação política a uma ação apresentada por Flávio Bolsonaro ao Tribunal Superior Eleitoral. O processo foi motivado por uma publicação do humorista nas redes sociais em que ele criticou a “família miliciana”. Tabet afirmou que, durante o episódio, foi ameaçado, agredido e censurado e que se sentiu abandonado por pessoas que haviam prometido ajudá-lo.

“Fui assediado judicialmente, acusado por jornalistas que confiava de ter feito algo que não fiz, agredido, ofendido, ameaçado e o mais grave: censurado”, declarou. Segundo ele, a experiência contribuiu para que se envolvesse de forma mais intensa na campanha petista. “Acordei o publicitário adormecido aqui pra virar marketeiro voluntário. E ainda levo jeito”, escreveu.

O humorista disse que passou a conversar frequentemente com Janones e que, na última semana da campanha, dedicou mais tempo ao deputado do que aos próprios filhos. Também relatou ter encontrado Mariana Vishegirskaya, citada em conteúdos da mobilização digital comandada por Janones, para ajudar a elaborar respostas sobre o assunto.

Ao falar sobre o encerramento da campanha, Tabet não descartou se filiar a um partido e participar diretamente da política nas eleições de 2030. “Quem sabe não me filio a algum partido para a próxima? De repente, com gente que gosto ao lado”, escreveu.

No fim do relato, agradeceu às pessoas que o apoiaram durante o período eleitoral e citou uma passagem bíblica: “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé”.

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