
Ala pragmática do PL vê chance de reduzir a polarização política. (Foto: Instagram)
Em meio à tensão na direita brasileira, uma ala mais pragmática e não bolsonarista do Partido Liberal (PL) vê uma oportunidade de pacificar o País. A avaliação surgiu após Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajar para os Estados Unidos, 48 horas depois de ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições.
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Um dos deputados mais antigos do PL na Câmara foi à sede do partido para abraçar o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, e parabenizá-lo por reconhecer a eleição de Lula. Depois do encontro, o parlamentar defendeu a redução da tensão política: “Precisamos pacificar o país".
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Entre aliados, o reconhecimento do resultado das urnas e a disposição para dialogar são vistos como uma oportunidade de reconstruir pontes institucionais e reduzir a polarização. Além de Valdemar, o senador Rogério Marinho (PL-RN), ex-coordenador da campanha de Flávio, também rejeitou o discurso de fraude e reconheceu o resultado das urnas do último domingo, 25.
Nos bastidores, um parlamentar descreveu a existência de duas alas com visões distintas sobre o futuro do partido. Uma, mais próxima do bolsonarismo, aposta na continuidade do enfrentamento político. A outra, de perfil mais pragmático, considera que a pacificação nacional pode ajudar a reposicionar o PL no cenário político brasileiro.
A defesa de uma iniciativa para reduzir o acirramento não se limita à ala minoritária do PL. Parlamentares da oposição também apoiam a ideia nos bastidores. A proposta envolveria discutir uma anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e para os condenados pelos atos de 8 de janeiro.
