Atendente paga compras de mãe sem dinheiro no supermercado: “Foi um milagre”

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Atendente paga compras de mãe que não podia levar comida para a filha (Foto: Instagram)

A atendente Ada Everingham pagou do próprio bolso as compras de Gina Coleman, que não tinha dinheiro para levar comida para a filha pequena. A conta ficou em aproximadamente 150 dólares canadenses, cerca de R$ 600, no supermercado Longo’s, em East Gwillimbury, na província de Ontário, no Canadá. Gina vivia com a menina em um abrigo da Yellow Brick House e contou ao AuroraToday que a ajuda foi “um milagre”. Ada mora em Newmarket; mãe e filha se preparavam para se mudar para Belleville, também em Ontário, no dia 16 de novembro.

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Gina Coleman havia recebido cartões de vale-compras para adquirir alimentos, mas só descobriu ao chegar ao caixa que eles não eram aceitos na rede Longo’s. Sem outra forma de pagar a conta, ela ficou desesperada e constrangida. A atendente Ada Everingham percebeu a situação e usou o próprio cartão de débito para pagar todos os produtos, evitando que Gina e a filha fossem embora sem as compras.

Gina relatou ao AuroraToday que sentiu vergonha ao perceber que os cartões não poderiam ser usados. “Fiquei constrangida. Não tenho dinheiro para pagar. Pensei: ‘O que eu faço agora?’”, recordou. Quando Ada se ofereceu para cobrir o valor, Gina não conseguiu conter o choro. Para ela, a atitude representou muito mais do que o custo dos alimentos: foi um gesto de apoio em um momento de grande dificuldade.

A mãe disse que problemas financeiros podem levar as pessoas a duvidar do próprio valor e a temer o julgamento alheio. Mesmo assim, afirmou que também existem gestos positivos. “As pessoas ouvem falar de tantas coisas horríveis que acontecem, mas também existem coisas maravilhosas por aí”, disse Gina Coleman. Depois da experiência no Longo’s, ela procurou o atendimento ao cliente do supermercado para relatar o que Ada Everingham fez e agradecer. A funcionária também se emocionou ao saber o significado que a ajuda teve para a mãe.

A decisão de Ada Everingham foi influenciada por uma experiência que ela própria viveu: quando era criança, ela e a mãe passaram por dificuldades para conseguir comida e também precisaram de cartões de vale-compras. Ao reconhecer a situação de Gina Coleman, Ada se lembrou do que teria desejado receber naquela época. “Eu simplesmente pensei que teria gostado se alguém tivesse feito isso por mim também”, contou. Ela acrescentou que fazer uma boa ação não é algo difícil e que a reação de Gina também a fez chorar.

Além da ajuda recebida no supermercado Longo’s, Gina e a filha conseguiram uma nova moradia. As duas viviam em um abrigo da Yellow Brick House e foram selecionadas para um programa de habitação transitória. A família se preparava para se mudar para uma casa em Belleville, cidade também localizada em Ontário, no próximo dia 16 de novembro. O programa oferece uma alternativa de moradia a pessoas e famílias que precisam reconstruir a vida depois de situações de vulnerabilidade.

A mudança também representa uma alteração importante para a menina: depois de dividir a cama com a mãe, ela terá um espaço próprio para dormir. “Minha filha e eu sempre tínhamos que dormir juntas, e agora ela tem a própria cama”, comemorou Gina Coleman. A história reúne a ajuda imediata de Ada Everingham para garantir as compras e a perspectiva de uma nova casa para Gina e a filha. A mãe chamou o gesto da atendente de “um milagre”.