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Boulos rejeita cortes sociais e afirma que “tesouraço” foi derrotado nas urnas


Boulos defende ajuste fiscal sem cortes em políticas sociais (Foto: Instagram)

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou nesta quinta-feira (29) que a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) representa uma rejeição a propostas de ajuste fiscal que preveem cortes em programas sociais. Para ele, a política econômica do próximo mandato deve respeitar o resultado das urnas e preservar direitos e serviços básicos.

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Em publicação nas redes sociais, Boulos criticou quem defende reduzir gastos com políticas sociais como caminho para equilibrar as contas públicas. Segundo o ministro, a eleição e a mobilização popular derrotaram essa proposta. “Quem está defendendo que Lula faça ajuste fiscal, cortando gastos em políticas sociais, não entendeu nada do que foi essa eleição”, escreveu.

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Boulos também relacionou a derrota da proposta econômica de Flávio Bolsonaro (PL) à saída do ex-candidato presidencial do Brasil. “O candidato da Faria Lima perdeu e fugiu para os EUA. A agenda econômica do Brasil será a que venceu as eleições, não a que perdeu!”, afirmou nas redes.

O chamado “tesouraço” esteve entre as propostas discutidas pela equipe econômica de Flávio Bolsonaro durante a campanha. A medida poderia resultar, a partir de 2027, em uma redução anual de R$ 150 bilhões a R$ 200 bilhões nas despesas primárias.

Na quarta-feira (28), em entrevista ao programa 3 em 1, da Jovem Pan, Boulos já havia defendido que o governo buscasse o equilíbrio das contas sem reduzir direitos nem serviços essenciais. Ele distinguiu entre cortar privilégios e impor cortes aos trabalhadores, e afirmou que a opção vencedora nas urnas foi não penalizar quem trabalha.

Entre as alternativas que citou para um eventual ajuste fiscal, o ministro apontou a redução de emendas parlamentares e de benefícios fiscais. Boulos ressaltou que qualquer medida adotada pelo governo Lula deve preservar os direitos dos trabalhadores e os serviços públicos essenciais.

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