Catar nega interferência e rebate acusações sobre eleições em Israel

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Catar nega interferência nas eleições legislativas de Israel e rejeita acusações de financiamento para influenciar a votação. (Foto: Instagram)

O Ministério das Relações Exteriores do Catar afirmou nesta quinta-feira (29) que o país não interferiu nas eleições legislativas de Israel nem financiou ações para influenciar o resultado. A manifestação ocorreu após acusações relacionadas ao desempenho recorde dos partidos árabes israelenses, que podem ter peso na formação do próximo governo.

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O porta-voz da chancelaria, Majed al Ansari, respondeu a denúncias que atribuiu a “certos políticos israelenses e seus contatos na mídia”. Ele classificou as suspeitas como “ridículas e perigosas” e negou que Doha tenha participado de qualquer iniciativa para interferir no pleito. Al Ansari também contestou acusações de que o Catar teria financiado atividades para influenciar a votação.

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A coligação liderada por Benjamin Netanyahu acusou os partidos árabes israelenses de compra de votos e roubo. As siglas, que tiveram um resultado histórico nas urnas, podem influenciar a composição do novo governo. Mansur Abbas, líder do partido árabe israelense Raam, também rejeitou as denúncias.

O presidente de Israel, Isaac Herzog, pediu que o caso seja investigado, mas alertou contra a estigmatização de toda a comunidade árabe do país. O tema ganhou relevância adicional porque Netanyahu também enfrenta, há anos, suspeitas relacionadas ao Catar.

No ano passado, dois assessores do premiê foram presos sob suspeita de receber repasses financeiros do país do Golfo. Netanyahu, por sua vez, mantém há anos apoio tácito ao financiamento catari destinado à Faixa de Gaza, território controlado pelo grupo islamista Hamas. A política é descrita como uma forma de preservar a estabilidade.

Al Ansari declarou que o Catar não deveria ser usado como “bode expiatório” para os fracassos políticos de alguns políticos israelenses e disse que as acusações não desviariam o país de seu papel como mediador. Doha participa de negociações entre palestinos e israelenses e ocupa posição central nas conversas para encerrar a guerra na Faixa de Gaza. O governo catari também tenta mediar entre Teerã e Washington para buscar o fim da guerra no Oriente Médio, iniciada após a ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, no final de fevereiro.