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Centrão reage a Flávio e reafirma legitimidade do resultado eleitoral


União Brasil, MDB e PSDB defenderam o respeito ao resultado das eleições, enquanto o PDT criticou a saída de Flávio Bolsonaro do país. (Foto: Instagram)

União Brasil, MDB e PSDB reafirmaram a legitimidade do resultado das eleições presidenciais, enquanto o PDT criticou a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil. As manifestações foram divulgadas após o candidato derrotado deixar o país e publicar uma carta contestando o resultado e alegando fraude eleitoral.

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O União Brasil, presidido por Antonio Rueda, declarou nesta 4ª feira (28.out.2026) que a democracia é um valor “inegociável” e que o resultado das urnas deve ser respeitado, seja qual for o vencedor. O partido também defendeu o fim da disputa eleitoral e a concentração de esforços nos desafios que continuam após a votação. Na mesma data, o MDB expressou confiança no sistema eleitoral brasileiro e na legitimidade do pleito.

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O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, considerou “incompreensível” a postura de Flávio após a derrota. Afirmou que a oposição tem tanta importância quanto o governo, mas deve ser exercida no Brasil, fiscalizando as ações do Executivo e cobrando o cumprimento dos compromissos assumidos com a população. Também criticou a atuação do governo durante a campanha e defendeu que a oposição respeite as regras democráticas, as instituições e o processo eleitoral.

Aécio declarou que o PSDB fará uma oposição “qualificada, firme e dura”, como, segundo ele, sempre fez. Disse ainda que a atuação do partido terá como princípios o respeito à democracia e à soberania popular. Sobre o próximo governo, afirmou que ele receberá uma “herança maldita”, em grande parte criada pela própria gestão durante as eleições, mas ressaltou que a oposição deve agir dentro das regras democráticas.

Em nota assinada pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e divulgada na 3ª feira (27.out), o partido repudiou a saída de Flávio do Brasil, que classificou como “ilegal”. A legenda também criticou as acusações contra os sistemas eleitoral e jurídico. Segundo o PDT, a vitória de Lula expressa a vontade soberana do povo brasileiro, e o resultado das urnas, a Constituição e as instituições republicanas devem ser respeitados.

Já o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta 4ª feira (28.out.2026) que o partido não pode declarar que houve fraude nas eleições presidenciais por não haver provas. “Não, o PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há prova nesse sentido”, disse a jornalistas. A declaração ocorreu depois de Flávio divulgar uma carta na qual se apresentou como “líder do Brasil” e chamou o resultado de “fraude eleitoral”.

Flávio Bolsonaro, a mulher e as duas filhas adolescentes do casal deixaram o Brasil por se sentirem ameaçados por possíveis decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal pediu a apreensão do passaporte do senador às 21h09 de 25 de outubro de 2026, sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral declarar o resultado da eleição presidencial. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu com 64.256.232 votos (51,79%), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio. O magistrado autorizou o pedido da PF para apreender os documentos e impedir que o senador deixasse o país.

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