Nos últimos 20 dias, durante a campanha de segundo turno do presidente Lula, uma figura ganhou notoriedade nacional: o deputado federal André Janones (Rede-MG). O parlamentar tem uma trajetória de vida bastante interessante, marcada por dificuldades financeiras, superação e uma ascensão política impulsionada pelo uso das redes sociais. Filho de uma empregada doméstica e de um pai cadeirante, que faleceu quando ele ainda era jovem, Janones enfrentou dificuldades desde a infância.
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Para ajudar a custear os estudos, trabalhou como cobrador de ônibus e, posteriormente, conseguiu uma bolsa destinada a estudantes de baixa renda. Em 2008, formou-se em Direito e passou a atuar como advogado, oferecendo assistência jurídica gratuita a pessoas que precisavam de atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Ituiutaba, Minas Gerais. Sua popularidade começou a crescer em 2018, quando realizou transmissões ao vivo durante a greve dos caminhoneiros, conquistando milhares de seguidores mesmo sem fazer parte da categoria.
Naquele mesmo ano, foi eleito deputado federal pela primeira vez, com quase 179 mil votos. Dois anos depois, ganhou ainda mais visibilidade ao defender a manutenção do auxílio emergencial de R$ 600 durante a pandemia de Covid-19. Em 2022, Janones desistiu de disputar a Presidência da República para apoiar Lula. Durante a campanha de reeleição do petista, voltou a demonstrar sua força nas plataformas digitais ao liderar o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que ultrapassou 10 milhões de seguidores.
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Com mensagens como “pessoal, urgente” e “missão do dia”, o parlamentar organizava mobilizações diárias para ampliar o alcance de conteúdos favoráveis ao presidente e disputar espaço com apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado na eleição presidencial. Apesar do destaque na campanha, Janones não integrou o governo federal. Sua trajetória também foi marcada por controvérsias: em 2024, enfrentou um pedido de cassação relacionado a suspeitas de “rachadinha” em seu gabinete. Em 2025, teve o mandato suspenso por três meses após ofensas ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Reeleito para a Câmara dos Deputados com 78.119 votos, Janones consolidou sua presença na política brasileira por meio da comunicação digital e da mobilização de apoiadores.
















