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Conheça os 15 indiciados pela PF no caso Master


A Polícia Federal enviou ao STF um relatório parcial de 700 páginas sobre o caso Banco Master e BRB e indiciou 15 suspeitos, entre eles Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa. O indiciamento não representa denúncia nem decisão judicial definitiva. (Foto: Instagram)

A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal, na 4ª feira (28.out.2026), um relatório parcial do inquérito sobre esquemas ligados ao Banco Master e ao BRB (Banco de Brasília). O documento, com 700 páginas, indicia 15 suspeitos de envolvimento nas condutas ilegais investigadas. Entre eles estão o fundador do Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa.

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A investigação organiza os envolvidos em núcleos funcionais. Vorcaro e Costa são apontados como integrantes do núcleo estratégico, ao qual o relatório atribui a definição de diretrizes e a articulação das operações. Os demais são relacionados às áreas executiva e financeira, à formação de carteiras de crédito, à estruturação jurídica dos negócios e à preparação de documentos apresentados a instituições financeiras e órgãos de fiscalização.

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Entre os 15 indiciados estão Daniel Bueno Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, a quem o relatório atribui liderança, coordenação estratégica e comando das operações; Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa, ex-presidente do BRB, apontado como responsável pela articulação institucional e pelo comando das operações no banco; e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master, relacionado à articulação das bases, à supervisão das operações e à sustentação documental das carteiras.

Também constam Angelo Antônio Ribeiro da Silva, executivo do Master associado à montagem das carteiras, à coordenação contábil, à ocultação da origem dos ativos e à elaboração de respostas institucionais; Luiz Antonio Bull, executivo com responsabilidade sobre riscos, controles internos, compliance e cessão de créditos, além de participação na formalização das operações e na baixa de alertas relacionados à Tirreno; e Alberto Félix de Oliveira Neto, responsável pela tesouraria e pela coordenação financeira, operacional e documental das operações.

A lista inclui ainda Allan da Silva Machado, ligado à estrutura operacional das carteiras de crédito e apontado como responsável por sua montagem e pela produção posterior dos lastros atribuídos à Tirreno; Henrique Souza e Silva Peretto e André Felipe de Oliveira Seixas Maia, ambos ligados à empresa; e Daniel Lopes Monteiro, advogado que, segundo o relatório, participou da estruturação jurídica das operações.

Completam os nomes Dario Oswaldo Garcia Junior, ex-diretor financeiro do BRB, associado à proposição, à estruturação e à continuidade das aquisições no banco; e os dirigentes do BRB Luana de Andrade Ribeiro, Cristiane Maria Lima Bukowitz, Diogo Ilário de Araújo Oliveira e José Maria Correa Dias Junior.

A PF informou que ainda há diligências pendentes, incluindo a individualização das condutas de integrantes das equipes operacionais dos bancos, a conclusão de análises bancárias, fiscais e patrimoniais, o exame de materiais apreendidos e o aprofundamento de outras hipóteses criminais identificadas na apuração.

O relatório parcial foi enviado às autoridades competentes para apoiar a continuidade da investigação. O indiciamento é o ato pelo qual a PF atribui a alguém a condição de provável autor de infração penal, com base nos elementos reunidos. A medida não equivale a uma denúncia do Ministério Público nem a uma decisão judicial definitiva.

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