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Coreia do Norte lança mísseis no mar em meio à tensão crescente com o Sul


Coreia do Norte lança cerca de 10 mísseis balísticos de curto alcance (Foto: Instagram)

A Coreia do Norte lançou cerca de 10 mísseis balísticos de curto alcance em direção às águas da costa leste nesta quinta-feira (29), informou o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul. Os disparos ocorreram em meio ao aumento das tensões entre os dois países e após a visita recente de Kim Jong Un à China.

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Os mísseis partiram de Wonsan, cidade costeira no leste norte-coreano, e percorreram cerca de 250 quilômetros cada, segundo a avaliação sul-coreana. O comando militar afirmou que segue preparado para responder a qualquer provocação, em coordenação estreita com os Estados Unidos. O Ministério da Defesa do Japão também informou ter identificado um possível lançamento de míssil balístico norte-coreano.

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Os lançamentos aconteceram dias depois de Pyongyang ameaçar retomar transmissões de propaganda por alto-falantes na linha de frente e anunciar que colocaria novos armamentos ao longo da fronteira. Na semana passada, o governo norte-coreano disse que tomaria essas medidas em protesto contra o que chamou de repetidos tiros de advertência de tropas sul-coreanas em áreas fronteiriças. Seul propôs conversas para esclarecer questões de delimitação e prevenir confrontos acidentais, mas não recebeu resposta do Norte.

A animosidade se intensificou desde que explosões de minas terrestres na fronteira, no mês passado, feriram três soldados sul-coreanos. Seul acusou Pyongyang de instalar as minas ao sul da linha de demarcação militar e cobrou um pedido de desculpas. A Coreia do Norte negou responsabilidade e afirmou que retaliaria caso fosse provocada. O governo sul-coreano também diz que soldados do Norte cruzaram repetidamente a fronteira durante obras e que suas forças responderam com tiros de advertência; Pyongyang nega as incursões.

Nos últimos anos, a Coreia do Norte ampliou a instalação de minas, cercas de arame farpado e outras estruturas defensivas na fronteira, em linha com a política de Kim Jong Un de romper os laços com Seul. Em visita recente a uma cidade sul-coreana na região, jornalistas da Associated Press relataram ter visto peças de artilharia no lado norte-coreano que antes não eram visíveis. Nas últimas semanas, Pyongyang também intensificou os testes de armas, possivelmente para buscar concessões dos Estados Unidos, enquanto o presidente Donald Trump tem dito que deseja retomar a diplomacia com Kim.

No sábado, Kim visitou Dandong, cidade chinesa na fronteira, atravessando uma ponte recém-inaugurada para homenagear um memorial ao apoio de Pequim à Coreia do Norte durante a Guerra da Coreia (1950-53). Foi a sexta visita dele à China como líder. Kim afirmou que seu país manterá a amizade “invencível” com a China e, em encontro posterior com uma alta autoridade chinesa, reiterou a disposição de ampliar a cooperação bilateral. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, disse que Pequim espera que os países envolvidos se comprometam com uma solução política para reduzir as tensões na Península Coreana e promover a paz regional.

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