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Donald Trump diz que ficou neutro nas eleições brasileiras a pedido de Lula


Donald Trump afirmou que não tomou partido nas eleições brasileiras a pedido de Luiz Inácio Lula da Silva, mas classificou o pleito como “vergonhoso” sem apresentar provas de irregularidades. (Foto: Instagram)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (29) que não tomou partido durante as eleições no Brasil porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que mantivesse neutralidade. Trump afirmou que acompanhou o processo eleitoral, mas deixou a disputa seguir sem interferir.

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Questionado por jornalistas sobre o resultado das urnas e se reconheceria formalmente a vitória do candidato eleito, Trump evitou confirmar diretamente que aceitava o resultado. Disse que não pretendia comentar o assunto naquele momento, embora tenha afirmado que conversará em breve com Lula.

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Mesmo dizendo que não interferiu na eleição, o presidente norte-americano criticou a condução do pleito brasileiro e o classificou como “vergonhoso”. Ele também mencionou a queda do mercado, mas não apresentou evidências que sustentassem alegações de irregularidade ou fraude.

Ao explicar sua postura durante a campanha, Trump declarou: “Acompanhei a eleição. Não tomei partido. Deixei as coisas seguirem seu curso. O presidente (Lula) — o atual presidente — me pediu para não tomar partido. E eu não tomei. Mas, ao observar o que aconteceu no Brasil… bem, basta olhar para o mercado. O mercado despencou. Enfim, achei que foi uma situação muito vergonhosa para o Brasil.”

As declarações contrastam com a posição do Tribunal Superior Eleitoral, que atestou a lisura e a normalidade da disputa e validou o resultado das urnas. A postura pública de neutralidade também representa uma ruptura com manifestações diretas da Casa Branca em disputas políticas na América Latina.

No campo diplomático, representantes do Ministério das Relações Exteriores, chefiado por Mauro Vieira, preparam reuniões estratégicas com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Enquanto isso, aliados do senador Flávio Bolsonaro acompanham os possíveis impactos da viagem do parlamentar aos Estados Unidos, autorizada em meio ao cenário de incerteza política em Washington.

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