
Flávio Bolsonaro viajou a Miami em um jatinho da Baires Fly, empresa citada em investigação sobre um suposto esquema de corrupção na Argentina. (Foto: Instagram)
O senador Flávio Bolsonaro (PL) viajou aos Estados Unidos em um avião particular pertencente à Baires Fly, empresa que teria sido utilizada em um esquema de corrupção na Argentina. Segundo as informações divulgadas, o empresário Sergio Daniel Mastropietro teria usado a companhia para movimentar recursos da Agência Nacional de Deficiência (Andis), durante a gestão de Javier Milei.
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De acordo com o jornal argentino La Nacion, em setembro de 2025, Mastropietro emitiu, em nome da Baires Fly, notas fiscais que somavam centenas de milhões de pesos. Os documentos foram destinados a empresas suspeitas de terem sido favorecidas por um esquema de compras direcionadas.
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As notas fiscais apresentavam a mesma descrição: “Compra de quilômetros nacionais para utilização em aeronaves da empresa”. Para o Ministério Público, a estrutura teria servido para dar aparência legal a recursos de origem irregular. O dinheiro era direcionado a um grupo restrito de fornecedores de medicamentos e outros insumos de saúde.
Uma análise técnica da Procuradoria de Investigações Administrativas (PIA), também citada pelo La Nacion, apontou casos de superfaturamento. O Macitentan, por exemplo, custava 411.764 pesos em licitações abertas, mas chegou a ser negociado por quase 8,3 milhões de pesos em processos com concorrência restrita.
Flávio Bolsonaro voou para Miami em um jatinho fretado da Baires Fly, depois de deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina. A aeronave é um Gulfstream G400, de registro LV-JQW. Segundo as especificações do fabricante, o avião tem poltronas estofadas que podem ser convertidas em camas e comporta 13 passageiros, dois pilotos e os demais integrantes da tripulação.








