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Falsos motoristas de aplicativo são presos suspeitos de extorquir passageiros em SP


Seis pessoas foram presas suspeitas de extorquir passageiros perto do Terminal Rodoviário da Barra Funda, em São Paulo. (Foto: Instagram)

Seis pessoas foram presas pela Polícia Civil, na quarta-feira (28), suspeitas de extorquir passageiros perto do Terminal Rodoviário da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. Segundo a corporação, elas se apresentavam como motoristas de aplicativo e, ao final das viagens, cobravam valores adicionais. Em alguns casos, teriam ameaçado os clientes para forçá-los a pagar.

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A investigação aponta que, em algumas corridas, o preço final chegava ao dobro ou ao triplo do valor combinado inicialmente. Para explicar a cobrança maior, os suspeitos alegavam que o percurso havia mudado ou que o trânsito causara demora. Conforme os investigadores, também recorriam a uma ferramenta externa aos aplicativos para calcular os valores.

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As identidades dos suspeitos não foram divulgadas e, por isso, as defesas não foram localizadas. Entre os episódios investigados está o de um passageiro do Togo, país da África Ocidental. Em março, após se recusar a pagar cerca de R$ 500 por uma corrida, ele teve as malas retidas.

De acordo com a investigação, um dos suspeitos admitiu ter ficado com os pertences para pressionar o passageiro a realizar o pagamento. A Polícia Civil encontrou as bagagens e os documentos durante o cumprimento de um mandado de busca e os devolveu ao homem, que estava em situação de rua.

A apuração durou cerca de três meses e foi conduzida pela Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur). A operação recebeu o nome de Caronte e resultou na apreensão de celulares, máquinas de cartão e seis veículos. Os automóveis foram recolhidos administrativamente pelo Departamento de Transportes Públicos (DTP).

Os seis investigados foram presos sob suspeita de extorsão e associação criminosa. Um deles também era alvo de um mandado de prisão temporária. A Polícia Civil segue apurando o caso para localizar outras possíveis vítimas e esclarecer a participação de cada envolvido.

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