
Após aliados divulgarem uma carta em que se dizia “presidente eleito”, Flávio Bolsonaro publicou uma nova versão e se declarou “líder do Brasil”. No comunicado, afirmou que liderará a oposição do exterior e repetiu alegações de fraude eleitoral contestadas pelos dados do TSE. (Foto: Instagram)
Depois que aliados de Flávio Bolsonaro (PL) divulgaram uma carta em que ele se dizia “presidente eleito do Brasil”, o senador publicou uma nova versão, na qual se apresenta como “líder do Brasil”. Ele deixou o país com a família na segunda-feira, 26, após ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva. A mudança ocorreu depois de o TSE, Alfredo Gaspar, vice na chapa de Flávio, Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, e Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e aliado do senador, reconhecerem o resultado eleitoral.
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No comunicado publicado nas redes sociais, Flávio agradeceu ao presidente da Argentina, Javier Milei, e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem descreveu como defensor da liberdade de expressão. Também alegou que houve fraude eleitoral, afirmando que Lula teria recebido mais de 10 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno e que uma decisão do STF teria prorrogado a votação depois do horário legal.
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A alegação sobre a votação é falsa. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram registrados 34 mil votos entre 17h e 19h no segundo turno da eleição presidencial. Além disso, tanto o Partido Liberal (PL) quanto o Partido dos Trabalhadores (PT) pediram o adiamento do horário de votação devido a problemas de transporte público em diversas cidades. Flávio também acusou a campanha petista de abuso de poder econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição.
O senador afirmou que não pretendia deixar o Brasil, mas disse temer perseguição política contra si e sua família. Ele desembarcou na Flórida, nos Estados Unidos, na quarta-feira, 28, depois de cruzar a fronteira com a Argentina. No texto, declarou que não há mandado de prisão contra ele e classificou a situação como uma “caça às bruxas”. Também afirmou que levou a família aos Estados Unidos para protegê-la e agradeceu a Trump e ao governo americano pelo acolhimento.
Para justificar sua saída, Flávio citou Rui Barbosa, Charles de Gaulle, José Martí, Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina Machado, dizendo que essas figuras enfrentaram regimes políticos longe de seus países. Ele afirmou que lideraria a oposição a partir do exterior e que seria a voz de seus 60 milhões de eleitores e do povo brasileiro. No comunicado, acusou uma Suprema Corte de agir politicamente e disse que opositores estariam sendo silenciados.
Ao final, Flávio pediu às instituições brasileiras que restabeleçam o equilíbrio entre os Poderes e afirmou que o país vive um cenário de insegurança jurídica, corrupção e perseguição política. Também solicitou à comunidade internacional que não trate a situação no Brasil como normal. Dirigindo-se a senadores, deputados e governadores que ajudou a eleger, citou especialmente Rogério Marinho, seu candidato à presidência do Senado, e declarou que assumiria do exterior as posições que, segundo ele, os aliados não teriam liberdade para expressar.








