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Flávio se reúne com Eduardo Bolsonaro e Ramagem nos EUA


Flávio Bolsonaro se encontrou nos Estados Unidos com Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem. (Foto: Instagram)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se encontrou nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (28.out.2026), com o irmão, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), e o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). Os dois divulgaram fotos ao lado do senador, candidato derrotado à Presidência, depois de sua saída do Brasil.

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Eduardo publicou no Instagram uma foto com Flávio e descreveu o reencontro como parte de um dia longo. Disse que, mesmo fora do país, os dois não desistiriam do Brasil e citou a frase atribuída ao escritor Olavo de Carvalho: “Não parar, não precipitar, não retroceder”. Ramagem publicou no X uma imagem em que Flávio segura uma bandeira brasileira. O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) afirmou que o senador poderia atuar politicamente do exterior e que a luta só terminaria quando o Brasil voltasse a ser, em suas palavras, um país livre.

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Os encontros aconteceram depois que Flávio deixou o Brasil, na sequência da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no domingo (25.out). Na quarta-feira, o senador divulgou uma carta em que afirmou que pretende liderar dos Estados Unidos a oposição ao governo Lula. No documento, questionou o resultado eleitoral e alegou fraude, sem apresentar provas.

Na primeira versão do manifesto, Flávio se chamou de “verdadeiro presidente eleito do Brasil”; depois, trocou a expressão por “líder do Brasil”. Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio. O resultado foi de 64.256.232 votos para Lula e 59.826.041 para o senador.

Flávio, a mulher e as duas filhas adolescentes do casal deixaram o país, segundo o texto, por temerem possíveis decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal pediu a apreensão do passaporte do senador sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral anunciar o resultado, às 21h09 de 25 de outubro de 2026. Moraes autorizou o pedido e a proibição de Flávio sair do Brasil.

Na carta, Flávio elogiou o argentino Javier Milei por sua “coragem, senso de justiça e legalidade” e chamou o norte-americano Donald Trump de defensor da liberdade de expressão. Também usou uma tese imprecisa para sugerir que uma virada de Lula seria impossível e afirmou que estender a votação até as 19h permitiu a vitória do petista. Das 17h às 19h, porém, foram registrados 34.808 votos.

O senador disse ser alvo de uma perseguição política que buscaria transformá-lo em refém e instrumento de chantagem para proteger ministros da Suprema Corte de um impeachment. Embora tenha deixado o país, declarou: “Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil”. Comparou-se a Rui Barbosa, Floriano Peixoto, Charles de Gaulle, Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina e afirmou que lideraria a oposição do exterior, dizendo que falaria o que brasileiros não poderiam dizer e assumiria riscos que eles não poderiam correr.

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