Marinho afirma que Flávio se exilou para evitar prisão

Posted by

–


Rogério Marinho afirma que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil para proteger sua liberdade. (Foto: Instagram)

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), declarou nesta quarta-feira (28.out.2026) que o senador deixou o Brasil e se “exilou” nos Estados Unidos para proteger sua liberdade e evitar uma possível prisão. Marinho reconheceu, porém, que não há ordem judicial de prisão contra Flávio.

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

Marinho disse a jornalistas no Senado que Flávio não teria condições de permanecer no país depois de lançar sua candidatura à Presidência. Na segunda-feira (26.out), o senador foi intimado pela Polícia Federal a entregar os passaportes em 24 horas, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, mas não cumpriu a ordem. Na terça-feira (27.out), deixou o Brasil com a mulher e as duas filhas adolescentes. Chegou à Florida, no sudeste dos Estados Unidos, na manhã de quarta-feira.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

O coordenador da campanha questionou os fundamentos da investigação e afirmou que o indício citado no inquérito diz respeito a uma apuração da PF sobre o advogado Willer Tomaz. A polícia encontrou e-mails indicando que Flávio havia sido registrado como “usuário master” de uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa de Willer. Os registros apareceram após a quebra do sigilo telemático do advogado.

Marinho disse que a informação sobre a conta foi apresentada ao ministro responsável pelo caso e à Polícia Federal. Também contestou a intimação para que Flávio entregasse os passaportes, classificando a situação como “muito estranha”. A família, segundo ele, deixou o país por temer possíveis decisões de Moraes e por se sentir ameaçada.

O pedido da PF para apreender o passaporte foi expedido 7 minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral anunciar o resultado da eleição presidencial, às 21h09 de 25 de outubro de 2026. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu com 64.256.232 votos (51,79%), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio. Moraes autorizou a apreensão dos documentos e proibiu o senador de deixar o país.

Marinho chamou Flávio de “exilado político” e afirmou que sair do Brasil não foi uma escolha, mas uma medida para preservar sua integridade física, liberdade e possibilidade de se manifestar. Parte da família continua no país: Carlos Bolsonaro (PL-SC) e Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) foram eleitos senador e deputado federal, respectivamente, e Michelle Bolsonaro (PL-DF), madrasta de Flávio, também foi eleita senadora. O PL terá as maiores bancadas no Senado e na Câmara em 2027.

Marinho também falou sobre uma possível candidatura à Presidência do Senado. O PL deve discutir o tema em reunião convocada pelo presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, para quarta-feira (4.nov). Caso sua candidatura seja oficializada, disse que defenderá a independência entre os Poderes e o cumprimento da Constituição. Ele apontou problemas no funcionamento das instituições e invasão de prerrogativas.