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Morte em motel: seguros milionários colocam marido da vítima na mira da polícia


Marido de jovem encontrado morto em motel é preso temporariamente; polícia investiga possível motivação financeira. (Foto: Instagram)

A morte de um jovem de 21 anos encontrado em uma banheira de motel, inicialmente tratada como acidente, passou a ser investigada como possível homicídio. A Polícia Civil identificou cerca de R$ 15 milhões em seguros de vida vinculados à vítima, cujo único beneficiário era o marido. A apuração considera uma possível motivação financeira e indícios de violência.

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Fernando Curti Tavares, de 39 anos, foi preso temporariamente nesta quarta-feira (28), em São Paulo. Os investigadores apuram se ele teria provocado a morte do companheiro para receber as indenizações. Os dois eram casados desde junho.

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De acordo com a investigação, as apólices tinham cláusulas que poderiam dobrar o valor pago em caso de morte acidental. Fernando teria entrado em contato com as seguradoras poucas horas após a confirmação do óbito. A existência dos contratos e a rapidez desse contato são analisadas como possíveis elementos de motivação financeira. Até o momento, não há confirmação de pagamento de indenização.

O jovem morreu na madrugada de 1º de outubro, em um motel na Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda, zona oeste da capital paulista. Fernando contou aos policiais que deixou o companheiro na banheira enquanto tomava banho em outro ambiente da suíte. Ao voltar, cerca de 20 minutos depois, teria encontrado o jovem desacordado. O Samu foi chamado e constatou a morte no local.

A versão apresentada pelo marido é confrontada por elementos observados pelos investigadores. A banheira ficava em um mezanino separado por vidro e podia ser vista da porta do banheiro citado pelo suspeito. Embora o exame inicial tenha apontado afogamento, a apuração identificou lesões nos dedos, nas mãos e nos antebraços, além de ferimentos na boca e hemorragias profundas no pescoço.

Para os policiais, os ferimentos levantam a hipótese de que o jovem tenha sofrido violência e sido imobilizado antes de ser mantido sob a água. A dinâmica da morte continua sendo investigada pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), sem conclusão definitiva sobre a responsabilidade criminal de Fernando.

Outro ponto analisado ocorreu durante o atendimento policial. Ao ser informado de que o celular seria apreendido, Fernando teria restaurado o aparelho às configurações de fábrica, apagando os dados armazenados. A mãe da vítima também foi ouvida e disse desconhecer o relacionamento amoroso, o casamento e os seguros de vida em nome do filho. A prisão do suspeito é temporária, e o caso permanece sob investigação.

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