
Equipes de resgate seguem procurando vítimas entre os destroços após a colisão de dois trens na Espanha, que deixou 69 mortos e 53 feridos, segundo o último balanço. (Foto: Instagram)
As equipes de resgate seguem procurando sobreviventes entre os vagões destruídos após a colisão de dois trens na Espanha, registrada na quarta-feira (28). O último balanço aponta 69 mortos e 53 feridos. O país decretou três dias de luto, enquanto autoridades trabalham para localizar vítimas e identificá-las.
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Dois guindastes auxiliam os serviços de emergência na busca entre os destroços. Cães especializados da Guarda Civil percorrem os trilhos para procurar vestígios biológicos, prioridade neste momento, explicou Pedro Pablo Garrido, porta-voz da corporação em Toledo. Familiares registraram ao menos oito boletins de ocorrência na Guarda Civil de Sevilha, de um total de 64, e fornecem informações para a elaboração de perfis das vítimas. Também fazem testes de DNA para ajudar na identificação.
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Na quinta-feira, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, pediu esclarecimentos sobre as causas da colisão. Em visita ao local, a cerca de 150 quilômetros ao sul de Madri, afirmou que o Estado está empenhado em descobrir o que provocou o acidente. O ministro dos Transportes, Óscar Puente, havia classificado como “inexplicável” a autorização da central de controle para que um trem da estatal Renfe retomasse a circulação antes de atingir a composição da empresa privada Iryo.
Puente disse que uma falha no sistema de segurança interrompeu o tráfego em um trecho da linha de alta velocidade entre Madri e Sevilha, mas a central autorizou a retomada sem restrições de velocidade. Segundo ele, uma falha informática, por volta das 8h30, afetou um segmento de 63 quilômetros e fez com que os trens parassem automaticamente. A central assumiu então o controle da circulação. O ministro afirmou que um sinal de parada continuava ativo e que, se fosse liberado, o trem deveria ter avançado em velocidade reduzida.
O acidente ocorreu às 8h53, no horário local, quando o trem da Renfe atingiu a composição da Iryo, parada na linha. A velocidade exata no momento do impacto ainda não havia sido determinada, embora o trem pudesse alcançar 200 km/h naquele trecho. As composições faziam o trajeto entre Madri e Sevilha. Havia 397 pessoas a bordo do trem da Renfe e 147 no da Iryo. As circunstâncias da autorização para retomar o percurso seguem sob investigação; Puente disse que os maquinistas não tiveram culpa.
Após a colisão, a Adif suspendeu a circulação na linha de alta velocidade entre Madri e a Andaluzia. Bombeiros, helicópteros e unidades móveis de terapia intensiva foram mobilizados. A Iryo informou que acionou seus protocolos de segurança e trabalha com as autoridades. A Renfe ativou um plano de atendimento às vítimas e familiares e disponibilizou uma linha telefônica para prestar informações.
Sánchez afirmou que as autoridades trabalham para apoiar as famílias, esclarecer todos os detalhes e reforçar a segurança para evitar que uma tragédia semelhante se repita. Os reis Felipe VI e Letizia visitariam, na quinta-feira, feridos internados em um hospital de Toledo, a quase 70 quilômetros do local do acidente.
Em Urda, município mais próximo da tragédia, uma escola foi preparada para receber familiares, com apoio da Cruz Vermelha. A psicóloga Carmen García relatou que havia pessoas em choque, irritadas, tristes e preocupadas, e disse que o luto seria difícil. O pároco José Miguel Fernández também esteve no local para apoiar as famílias, algumas serenas e outras nervosas e ansiosas por notícias de seus entes queridos.
