
MP-SP pede condenação de Renato Cariani por crimes ligados ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro. O influenciador nega as acusações. (Foto: Instagram)
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu a condenação do influenciador fitness Renato Cariani por associação para o tráfico de drogas, tráfico de insumos químicos e lavagem de dinheiro. A acusação investiga suspeitas de desvio de substâncias usadas na fabricação de entorpecentes e também abrange outros dois réus. O caso envolve operações comerciais de uma empresa da qual Cariani era sócio.
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De acordo com os promotores, o suposto esquema teria recorrido a vendas simuladas de produtos químicos para justificar a circulação de insumos que poderiam ser utilizados na produção de cocaína e crack. As irregularidades investigadas teriam ocorrido em 59 ocasiões. Entre as empresas mencionadas está a Anidrol Produtos para Laboratórios, sediada em Diadema, na Grande São Paulo.
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A acusação também cita operações com produtos faturados em nome da farmacêutica AstraZeneca. Segundo o Ministério Público, a empresa informou às autoridades que não reconhecia determinadas movimentações. Os promotores ainda apontam conversas localizadas no celular de Cariani, que, conforme a acusação, indicariam contato com um policial civil ligado à fiscalização de produtos químicos e possíveis informações sobre diligências.
Na avaliação do Ministério Público, as mensagens podem apontar que Cariani tinha conhecimento sobre a destinação dos insumos. Essas afirmações integram a tese da acusação e ainda serão examinadas pela Justiça. O pedido de condenação não significa que os réus tenham sido considerados culpados; a decisão caberá ao Poder Judiciário após a análise do processo.
A defesa de Cariani disse que recebeu o pedido do Ministério Público sem surpresa e que pretende responder aos argumentos com base nas provas produzidas durante a ação. O advogado Aldo Romani Netto afirmou confiar em um julgamento imparcial e declarou acreditar na absolvição do influenciador. Cariani nega ter cometido crimes.
Além de Renato Cariani, Fábio Spínola Mota e Rodrigo Gomes Pereira são réus no processo e respondem em liberdade. Na mesma manifestação, o Ministério Público pediu a absolvição de Roseli Dorth, sócia de Cariani na Anidrol, e de Andréia Domingues Ferreira, também citadas durante as investigações. O caso segue para análise das manifestações finais antes do julgamento.
