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Polícia apura esquema que lucraria ao abordar famílias em luto


Operação investiga suspeita de repasse ilegal de dados de pessoas mortas a empresas funerárias em cinco cidades paulistas. (Foto: Instagram)

Uma operação investiga um suposto esquema de repasse ilegal de informações sobre pessoas mortas a funerárias. A suspeita é que os dados fossem usados para abordar famílias em luto e oferecer serviços por valores acima dos praticados no mercado. Nesta fase, foram autorizadas buscas em 21 endereços de cinco cidades paulistas, sem mandados de prisão.

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A segunda fase da Operação Luctus foi deflagrada nesta quinta-feira (29) pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil e pela Controladoria-Geral do Município. A Justiça autorizou buscas na capital e na Região Metropolitana. Entre os investigados estão um policial civil, um funcionário municipal e empresários do setor funerário.

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De acordo com a investigação, o grupo teria obtido irregularmente registros de óbitos relacionados a hospitais particulares, ao Instituto Médico Legal (IML) e ao Serviço de Verificação de Óbitos (SVO). O acesso antecipado às informações poderia permitir que os envolvidos identificassem famílias pouco depois da morte de um parente.

A apuração aponta que a vulnerabilidade dos familiares seria aproveitada para oferecer serviços funerários com cobranças superiores às referências de mercado. Os mandados de busca abrangem endereços em São Paulo, Embu das Artes, Taboão da Serra, Cotia e Diadema.

As autoridades investigam suspeitas de corrupção, acesso indevido a informações sigilosas, lavagem de dinheiro e outros crimes contra a administração pública. Também buscam esclarecer a participação de cada investigado e identificar quais empresas poderiam ter se beneficiado do uso dos dados.

A investigação começou a pedido da prefeitura. Além de apurar eventuais crimes, os órgãos responsáveis pretendem verificar se falhas nos controles permitiram o acesso e o repasse das informações. A inclusão de pessoas e empresas na operação não comprova responsabilidade criminal; os materiais recolhidos durante as buscas devem contribuir para esclarecer como o suposto esquema funcionava.

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