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Policial diz que notebook vendido em loja era dele e agride gerente


Tenente da PM é preso após discussão e disparo em loja de informática em Belo Horizonte (Foto: Instagram)

Um tenente da Polícia Militar de Minas Gerais, de 46 anos, foi preso em flagrante após uma discussão em uma loja de informática de Belo Horizonte. Ele alegava que um notebook anunciado para venda pertencia a ele e havia sido roubado. Segundo o gerente, o policial o agrediu e disparou em sua direção.

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O caso ocorreu na tarde de terça-feira (27), em um estabelecimento na Rua Curitiba, no bairro de Lourdes, região Centro-Sul da capital mineira. O militar, que estava de folga, teria visto o anúncio de um notebook que considerou parecido com o equipamento que dizia ter sido furtado e foi à loja questionar a origem do produto.

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O gerente, Leonardo Lisboa, relatou que o tenente chegou alterado e ameaçou fechar a loja, prender pessoas que estavam no local e agredir funcionários. Segundo o comerciante, ele tentou acalmar o policial e se ofereceu para apresentar informações sobre o notebook, mas a conversa se transformou em ofensas e agressões. Leonardo afirmou ter levado um tapa no rosto e admitiu que reagiu, arremessando uma garrafa de água contra o militar.

Ainda conforme o gerente, depois da reação o policial sacou a arma e atirou em sua direção. O projétil atingiu o chão e passou perto dele. Leonardo disse acreditar que o tenente queria matá-lo; as circunstâncias do disparo deverão ser investigadas pelas autoridades.

Após deixar a delegacia, o comerciante afirmou que passou um dia e meio no local, sem conseguir dormir ou se alimentar direito. Ele classificou a conduta do militar como a de um “delinquente, não de um profissional” e comentou que é filho de um policial. Leonardo também relatou prejuízos no estabelecimento: equipamentos foram danificados, um computador quebrou e uma corrente de ouro foi arrebentada durante a briga.

O gerente disse que a loja ficou fechada por um dia e que uma funcionária pediu demissão depois do episódio. Ele pretende buscar responsabilização nas esferas judicial e administrativa, incluindo a Justiça Militar, a Corregedoria e a Justiça comum. O tenente, lotado no 18º Batalhão da Polícia Militar, em Contagem, foi detido em flagrante. A perícia da Polícia Civil foi acionada para examinar o disparo e esclarecer como ocorreu o confronto. A defesa do militar e a Polícia Militar foram procuradas para se manifestar, mas não haviam respondido até a publicação das informações.

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