
Promotor pede pena de morte para ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol (Foto: Instagram)
Um promotor especial da Coreia do Sul pediu, nesta quinta-feira (29), que o ex-presidente destituído Yoon Suk Yeol seja condenado à pena de morte. O pedido foi apresentado antes do julgamento do recurso contra a condenação de Yoon por rebelião, ligada à breve imposição da lei marcial em dezembro de 2024.
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O Tribunal Superior de Seul ainda não marcou o julgamento do recurso de Yoon contra a prisão perpétua imposta em fevereiro pelo Tribunal Distrital Central de Seul. A decisão concluiu que ele mobilizou ilegalmente tropas e policiais para controlar o Parlamento, deter adversários políticos e estabelecer um governo sem fiscalização por um “período considerável”.
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Os investigadores liderados pelo promotor especial Cho Eun-suk também recorreram. Eles sustentam que as ações de Yoon representaram uma grave ameaça à democracia e justificam a pena capital. Uma execução, contudo, é considerada improvável: a Coreia do Sul não realiza execuções desde 1997 e, na prática, mantém uma moratória sobre a pena de morte, após apelos pela sua abolição.
Na audiência no tribunal superior, a equipe de Cho argumentou que apenas a pena de morte responsabilizaria plenamente Yoon por um crime tão grave quanto organizar uma rebelião. Os promotores acrescentaram que a longa suspensão das execuções no país não deve impedir os tribunais de aplicar esse tipo de sentença.
A equipe jurídica de Yoon afirmou a jornalistas que a acusação repetia argumentos “desprovidos de provas e lógica jurídica”. Segundo os advogados, a lei marcial pretendia chamar a atenção da população para o que Yoon descrevia como tentativas do Parlamento, controlado pela oposição, de paralisar o Estado. A defesa disse ainda que ele não quis causar danos nem instaurar um regime autoritário.
Anunciado na noite de 3 de dezembro de 2024, o decreto de lei marcial durou poucas horas. Parlamentares conseguiram atravessar o bloqueio de soldados fortemente armados e policiais na Assembleia Nacional e votaram pela revogação da medida, levando o gabinete presidencial a suspendê-la.
Yoon foi afastado em 14 de dezembro de 2024, após um processo de impeachment conduzido no Parlamento pelos liberais, e formalmente destituído pelo Tribunal Constitucional em abril de 2025. Preso novamente em julho de 2025, ele passou a responder a vários processos criminais ligados à tentativa de impor a lei marcial e a outras acusações. Além de recorrer da prisão perpétua por rebelião, contestou uma sentença de 30 anos por supostamente ordenar voos de drones em 2024 para elevar as tensões com a Coreia do Norte e criar um pretexto para a lei marcial. Seus advogados afirmaram que os voos foram uma resposta ao envio de milhares de balões com lixo pela Coreia do Norte ao território sul-coreano.
