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Quem é Jason Miller, estrategista de Trump ligado ao jato usado por Flávio Bolsonaro


Jason Miller foi apontado por reportagem como responsável por organizar o jato usado por Flávio Bolsonaro em viagem aos Estados Unidos. (Foto: Instagram)

Jason Miller, estrategista político americano próximo do presidente Donald Trump, ganhou destaque no Brasil depois de ser apontado pelo The New York Times como responsável por organizar o jato particular usado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para viajar aos Estados Unidos após perder a eleição presidencial.

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Segundo a reportagem, publicada nesta quinta-feira, 29, a organização do deslocamento envolveu aliados de Trump e Eduardo Bolsonaro, irmão do senador. A ligação de Miller com a família Bolsonaro, contudo, já vinha de antes: ele participou de eventos da direita brasileira, encontrou Jair Bolsonaro e manteve contato com Eduardo nos Estados Unidos.

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Nascido nos Estados Unidos, Miller estudou Ciência Política na Universidade George Washington, em Washington, e começou a carreira como assistente no Senado americano. Em 1996, ainda universitário, trabalhava no gabinete do senador republicano Slade Gorton, segundo o The Washington Post. Antes de se aproximar de Trump, atuou em campanhas de outros republicanos, como o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani, o senador Ted Cruz e o então deputado Mark Sanford.

Em 2016, Miller entrou para a equipe de comunicação da campanha presidencial de Trump e se tornou um dos principais porta-vozes do republicano. Durante a transição, foi anunciado como futuro diretor de comunicação da Casa Branca, mas desistiu do cargo antes da posse. Seguiu próximo de Trump e voltou a trabalhar como assessor nas campanhas de 2020 e 2024.

Em 2021, Miller fundou a GETTR, rede social destinada ao público conservador. A plataforma surgiu em meio às disputas sobre moderação de conteúdo em grandes serviços digitais e buscava reunir usuários e figuras da direita que criticavam as regras de empresas como Twitter e Facebook.

A relação mais visível de Miller com o bolsonarismo começou em setembro de 2021, quando ele veio ao Brasil para participar da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC Brasil) e divulgar a GETTR. Na ocasião, encontrou-se com Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro no Palácio da Alvorada, em Brasília. Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Miller também foi ouvido pela Polícia Federal e depois liberado para deixar o país. Na época, afirmou não ter sido acusado de irregularidades.

O vínculo com Eduardo Bolsonaro continuou nos anos seguintes. Em reportagem publicada em 2025, a revista piauí descreveu Miller como uma das principais conexões entre o deputado e o círculo político de Trump. Eduardo disse à publicação que o americano foi importante para articular contatos com o governo dos Estados Unidos. Miller também criticou publicamente decisões de Alexandre de Moraes relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com o The New York Times, Miller ajudou a organizar a aeronave particular usada por Flávio Bolsonaro na viagem aos Estados Unidos. O planejamento teria começado depois que o senador recebeu a determinação judicial para entregar seus passaportes, e Eduardo teria mantido contato com Miller durante a organização. O The Wall Street Journal também apontou a participação de Santiago Caputo, assessor político argentino, e de aliados do presidente da Argentina, Javier Milei.

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