
Registros migratórios argentinos indicam que Flávio Bolsonaro entrou no país com passaporte italiano e seguiu para os Estados Unidos, apesar da determinação judicial de apreensão de seu documento. (Foto: Instagram)
Registros migratórios do governo argentino indicam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado à Presidência, entrou na Argentina com um passaporte italiano e deixou o aeroporto de Puerto Iguazú às 23h52 de terça-feira, 27.
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O último registro de movimentação migratória de Flávio no país foi emitido com o documento italiano e confirma formalmente que ele viajou para os Estados Unidos na noite de terça-feira. Durante a madrugada, o governo argentino informou que o senador ingressou no país à noite pela fronteira terrestre com o Brasil, acompanhado da família, e embarcou em um voo. A nota afirmou apenas que ele usou um documento de viagem legal.
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A aeronave em que Flávio teria embarcado seria um jato executivo bimotor Gulfstream G400, pertencente a uma empresa de táxi aéreo. O avião decolou de Puerto Iguazú às 0h21 desta quarta-feira, 28, e fez uma parada em Guayquil, no Equador, às 3h46. Pouco mais de meia hora depois, partiu rumo aos Estados Unidos; a previsão era chegar a Miami até as 11h, no horário de Brasília.
Um dia depois de perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio publicou um vídeo afirmando que não deixaria o país e que entregaria o passaporte à Polícia Federal. A declaração foi feita após ele receber uma intimação na manhã de segunda-feira, 26.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a apreensão do documento a pedido da Polícia Federal, que apontou “risco concreto de evasão”. Segundo a corporação, a medida também se justificava pelo “precedente concreto” de Willer Tomaz, advogado e amigo do senador, que está nos Estados Unidos enquanto é investigado. A decisão foi tomada no inquérito que apura suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio e Willer.
Flávio descumpriu a ordem e viajou aos Estados Unidos, onde mora seu irmão, Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado havia dito em vídeo que o senador deveria deixar o Brasil caso perdesse a eleição. Os passaportes brasileiros de Flávio foram cancelados pela polícia.








