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Secretário-adjunto deixa cargo após publicações contra eleitores de Lula


Airton Sinto pediu exoneração do cargo de secretário-adjunto em Guarujá após repercussão de publicações sobre posicionamento político de trabalhadores. (Foto: Instagram)

Airton Sinto pediu exoneração do cargo de secretário-adjunto de Direitos Humanos e Cidadania de Guarujá, no litoral de São Paulo, após a repercussão de publicações sobre eleitores do presidente Lula (PT). As mensagens criticavam pessoas de esquerda e sugeriam a empresários que considerassem o posicionamento político na contratação de funcionários. O pedido foi feito na terça-feira (27), e a exoneração saiu no Diário Oficial do município nesta quarta-feira (28).

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Em um vídeo publicado no Facebook, Airton aconselhou empresários a não manterem empregados que, segundo ele, considerassem os empregadores opressores ou fossem contrários à atividade empresarial. “Não contrate quem odeia empresário e empregador. Não mantenha no seu hall de empregados quem entende que você é opressor”, afirmou. A publicação foi apagada após a repercussão.

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Em outra publicação, o então secretário-adjunto afirmou que empresários de direita em estados onde a maioria apoia a esquerda poderiam fechar seus negócios e reabri-los em São Paulo. Ele também compartilhou uma mensagem sobre o cancelamento de um evento de Natal solidário no Rio Grande do Sul e classificou o episódio como um exemplo a ser seguido.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por meio da 73ª Subseção de Guarujá, se manifestou sobre o caso em nota divulgada na terça-feira (27). A entidade afirmou que discriminar alguém ou restringir suas oportunidades profissionais por causa do posicionamento político é incompatível com o Estado Democrático de Direito.

A instituição também destacou que o exercício da advocacia exige respeito aos direitos fundamentais. Segundo a nota, manifestações públicas que defendem a recusa de contratação com base em convicções políticas provocam preocupação ética.

A Prefeitura de Guarujá informou que a exoneração ocorreu a pedido de Airton Sinto e descreveu as publicações como manifestações pessoais do então secretário-adjunto. “Reforçamos que o posicionamento dele não corresponde ao do governo municipal”, declarou a administração. Airton Sinto não havia se manifestado até a publicação da notícia.

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