
Brasil conquista o segundo lugar geral na WorldSkills Shanghai 2026, com duas medalhas de prata, seis de bronze e 29 distinções de excelência. (Foto: Instagram)
O Brasil ficou em segundo lugar na classificação geral por pontos da WorldSkills Shanghai 2026, realizada na China, atrás apenas do país anfitrião. A delegação somou 44.748 pontos, enquanto a China alcançou 47.991; Índia, Japão e Coreia do Sul vieram na sequência. O resultado foi anunciado em 27 de setembro, no encerramento do torneio, que reuniu cerca de 1,4 mil jovens de 70 países. Entre os brasileiros premiados estão Myllena Vitória de Arruda Nogueira, Alexandre Isaque Almeida Rodrigues, Bruno Gabriel Soares de Oliveira, Gustavo Gabriel Dutra Alves e Arthur Barud. A preparação foi feita pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), cujo diretor-geral, Leone Andrade, destacou a conexão entre escola pública e formação técnica.
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A equipe brasileira contou com 71 jovens, de 18 a 24 anos, e foi a maior delegação que o país já levou à competição. Ao todo, conquistou duas medalhas de prata e seis de bronze, além de outras 29 medalhas de excelência. Essas distinções foram destinadas a participantes que obtiveram pontuação acima da média em suas modalidades. Os competidores representaram o Brasil em áreas como robótica, tecnologia da moda, energias renováveis e indústria 4.0, e passaram por seleção e treinamento intensivo antes de viajar à China.
A WorldSkills Shanghai 2026 ocorreu em Xangai, entre 22 e 27 de setembro, com provas práticas em 64 ocupações profissionais. Ao longo de quatro dias de disputas, os participantes demonstraram conhecimentos técnicos, precisão e capacidade para solucionar problemas semelhantes aos encontrados no mercado de trabalho. O desempenho brasileiro deixou o país à frente de nações reconhecidas pela força industrial e pelo desenvolvimento tecnológico. A competição é realizada a cada dois anos e reúne jovens profissionais para mostrar habilidades em diferentes setores da economia.
A origem escolar dos medalhistas foi um dos destaques da campanha brasileira. Dos 41 competidores que receberam medalhas, 33 haviam cursado o Ensino Fundamental em escolas públicas, proporção superior a 80%. Considerando os 71 integrantes da delegação, aproximadamente 76% estudaram na rede pública. Leone Andrade ressaltou que aproximar a escola pública das trilhas técnicas do SENAI amplia o acesso, desenvolve competências de alto nível e abre caminhos concretos para empregos de qualidade. O resultado também evidencia a importância de oferecer formação profissional e oportunidades a jovens de diferentes realidades sociais.
As duas medalhas de prata vieram de modalidades distintas. Myllena Vitória de Arruda Nogueira conquistou uma delas em Tecnologia da Moda. A outra foi obtida por Alexandre Isaque Almeida Rodrigues e Bruno Gabriel Soares de Oliveira, na disputa de Integração de Sistemas Robóticos. Já as seis medalhas de bronze foram conquistadas em Fresagem CNC, Sistemas Drywall e Estucagem, Robótica Autônoma, Indústria 4.0, Design Industrial e Energias Renováveis. Assim, os brasileiros subiram ao pódio em áreas variadas da competição.
Gustavo Gabriel Dutra Alves e Arthur Barud ficaram com o bronze em Robótica Autônoma e alcançaram 771 pontos, a maior pontuação brasileira no torneio. A dupla também recebeu o reconhecimento Best of Nation, concedido ao competidor ou equipe com melhor desempenho na delegação de cada país. O resultado dos dois integrou a campanha que levou o Brasil ao segundo lugar geral por pontos. Além das medalhas, 29 participantes brasileiros receberam distinções de excelência por terem superado a pontuação média de suas respectivas modalidades.
A participação em Xangai representou um recorde para o Brasil pelo tamanho da equipe: 71 competidores, a maior delegação brasileira já formada para a WorldSkills. Os jovens foram preparados pelo Senai e pelo Senac, com atividades práticas, aperfeiçoamento técnico e acompanhamento de especialistas das instituições. A campanha reforçou o potencial dos estudantes brasileiros e a relevância do investimento em formação profissional. Também mostrou que jovens que passaram por escolas públicas podem alcançar resultados em uma competição mundial quando têm acesso a ensino técnico, preparação e incentivo.
