Christa Pike relata dores persistentes após falha em execução nos EUA

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Christa Pike relata dores persistentes e dificuldade para falar após sobreviver a duas tentativas de execução por injeção letal nos Estados Unidos. (Foto: Instagram)

Christa Pike afirmou que continua sentindo dores e enfrenta dificuldade para falar depois de sobreviver a duas tentativas de aplicação de injeção letal, em 30 de setembro, na prisão masculina de Riverbend, nos Estados Unidos. Em comunicado, ela contou que despertou confusa e com dores após ser levada a um hospital.

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A declaração foi divulgada pela equipe de defesa de Pike e representa seu primeiro relato sobre a execução que não foi concluída. Ela disse que entrou na sala de execução “pronta para morrer” e que já havia se despedido das pessoas que a apoiavam e das testemunhas presentes, fazendo isso “com amor e bondade”.

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Pike relatou que, dias depois, acordou sozinha no hospital e passou a sentir dores constantes. “Não houve um único momento, desde aquela noite, em que não tenha sentido dor. O meu corpo dói. Os meus braços doem. As minhas mãos doem. A minha garganta dói. Ainda tenho dificuldade em falar”, escreveu. Ela acrescentou que também sente sofrimento mental e espiritual.

A condenada disse estar magoada com o que considera incompetência e afirmou que ainda tenta compreender o que aconteceu. Embora esteja se recuperando, ressaltou que “melhorar não é o mesmo que estar bem”.

No dia da execução, Pike ainda estava acordada quando conversou e cantou com seu guia espiritual. Após o início da primeira aplicação da injeção letal, continuou se movimentando e respirando de forma audível. Testemunhas relataram que ela seguia viva e emitia sons mesmo depois da segunda tentativa.

Em seguida, Pike foi transportada de ambulância ao hospital, onde permaneceu internada por quase duas semanas. Médicos chegaram a declarar morte cerebral, mas ela recuperou a consciência e voltou a falar no dia seguinte. O advogado Randy Spivey disse, na ocasião, que a equipe havia entendido que Pike estava em morte cerebral e que o suporte de vida seria retirado no dia seguinte. “Para choque de todos, Christa acordou e começou a falar”, afirmou. Ela recebeu alta e voltou à prisão.

Pike foi condenada à morte pelo homicídio de Colleen Slemmer, de 19 anos, em Knoxville, em 1995. Slemmer foi esfaqueada e espancada até morrer por Pike e pelo namorado dela, que também era colega das duas no programa de formação profissional Job Corps. A sentença de morte foi determinada em março de 1996. O namorado, menor de idade na época do crime, recebeu prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional.