
CNN, MS NOW e Politico ampliam ação contra restrições impostas pelo governo Trump a seus jornalistas. (Foto: Instagram)
CNN, MS NOW e Politico ampliaram a ação judicial contra o governo de Donald Trump (Partido Republicano) por causa das restrições impostas aos jornalistas das três empresas. Os profissionais seguem impedidos de cobrir eventos no Salão Oval e de viajar a bordo do avião presidencial, o Air Force One.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
As três organizações processaram o governo em setembro, depois de seus jornalistas serem banidos da Casa Branca e terem as credenciais de acesso à sede do Executivo norte-americano revogadas. A ação inicial contestou a decisão que impediu os profissionais de trabalhar no local.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
A medida foi apresentada pelo presidente como uma punição por reportagens que, segundo ele, divulgavam “fake news” sobre o governo. Trump também declarou que outras empresas de comunicação poderiam sofrer a mesma consequência. Em nota, CNN, MS NOW e Politico afirmaram que a Casa Branca retirou as credenciais de seus jornalistas sem aviso prévio nem procedimento, por discordar da cobertura feita por eles.
As empresas argumentaram que a decisão ameaça a liberdade de imprensa e o direito do público a um jornalismo independente, sem interferência do governo. O juiz Timothy Kelly determinou que o acesso fosse retomado enquanto o processo permanece em análise. Mesmo após a decisão judicial, porém, o governo manteve os jornalistas dos três veículos fora das viagens no Air Force One nas semanas seguintes.
Na ação ampliada, os veículos pedem que o tribunal declare ilegal a proibição imposta pelo presidente e conceda uma liminar permanente em favor das três empresas. O documento classifica as medidas do governo como inconstitucionais e retaliatórias, motivadas por discriminação de opinião.
As empresas dizem não reivindicar acesso irrestrito ao Salão Oval nem o direito de viajar no avião presidencial. Afirmam, contudo, que, quando a Casa Branca abre esses espaços a jornalistas selecionados para fazer a cobertura, não pode excluir os autores da ação por discordar de suas reportagens.
O pedido também solicita que a Justiça declare ilegal a exclusão contínua dos jornalistas de áreas específicas destinadas à imprensa na Casa Branca, quando baseada em retaliação e discriminação de opinião.
