
CNU 2027 pode oferecer entre 2 mil e 3 mil vagas, mas a realização do concurso depende da aprovação do orçamento pelo Congresso. (Foto: Instagram)
O Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2027 deve disponibilizar entre 2.000 e 3.000 vagas, segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. A quantidade final, porém, depende da aprovação da Lei Orçamentária pelo Congresso Nacional, que definirá o espaço fiscal para novas contratações.
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O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado pelo governo reserva R$ 1,3 bilhão para contratações no Executivo federal e R$ 1,2 bilhão para concursos em instituições federais de ensino. A proposta prevê, ao todo, 53.530 vagas, considerando novos postos e convocações de aprovados em seleções já autorizadas.
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Em nota, o ministério explicou que a estimativa para o CNU de 2027 considera concursos já autorizados e novos processos que poderão ser definidos com base no PLOA. A pasta ressaltou que a realização de uma nova edição só será confirmada após a aprovação da Lei Orçamentária pelo Congresso.
O governo pretende manter a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) à frente da execução do concurso. Desde 2025, a preparação do certame é conduzida pela escola, em vez de ficar a cargo de empresas contratadas diretamente para organizar a seleção. O ministério também iniciou conversas com o Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração (Consad) para apresentar o formato do CNU e ampliar a experiência de concursos unificados a estados e municípios, com referências técnicas e legislativas.
Maria Aparecida Chagas Ferreira, diretora de planejamento da força de trabalho do MGI, afirmou que a pasta busca manter a autorização de concursos e processos seletivos. De acordo com ela, recompor a força de trabalho é uma necessidade contínua para que os órgãos públicos possam executar suas políticas. O ministério já havia indicado que pretende dar continuidade às contratações diante das aposentadorias e trabalhar com a previsão de realizar o CNU a cada dois anos.
A primeira edição ocorreu em 2024, após as provas serem adiadas de maio para agosto por causa das fortes chuvas no Rio Grande do Sul. O concurso reuniu 2,1 milhões de candidatos para 6.640 vagas em 21 órgãos públicos, com aplicação em 228 cidades. Na edição de 2025, foram 761.528 inscritos para 3.652 vagas em 32 órgãos do governo federal.
As seleções adotam medidas de segurança como coleta de biometria, exame grafológico e uso de detectores de metais nas escolas. O esquema também prevê acompanhamento da Força Nacional, das polícias Federal, Rodoviária Federal e Militar, da Casa Civil, do Ministério da Justiça e do próprio MGI. Depois da edição de 2025, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal acompanharam um caso de fraude relacionado ao concurso do ano anterior. O ministério informou que as medidas de segurança deverão ser mantidas em 2027.
