
O custo médio da Dívida Pública Federal subiu de 12,59% ao ano em agosto para 12,63% em setembro de 2026. No mesmo período, a parcela com vencimento em até 12 meses avançou para 19,95%, equivalente a R$ 1,87 trilhão. (Foto: Instagram)
O custo médio da Dívida Pública Federal (DPF), considerado o estoque acumulado em 12 meses, avançou de 12,59% ao ano em agosto para 12,63% em setembro de 2026. A alta ocorreu em meio a juros elevados e ao aumento da concentração de vencimentos no curto prazo. Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional na 5ª feira (29.out.2026), no Relatório Mensal da Dívida Pública Federal.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
Em setembro, 19,95% da dívida tinha vencimento previsto para os 12 meses seguintes, acima dos 16,39% registrados em agosto. A parcela corresponde a R$ 1,87 trilhão em compromissos a vencer em até um ano.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
A dívida federal totalizou R$ 9,38 trilhões no mês, um crescimento de R$ 90,22 bilhões em relação a agosto. Desde o início de 2026, o estoque aumentou R$ 747,9 bilhões, ou 8,7%. Na dívida interna, o custo médio em 12 meses caiu de 13,06% para 13,03% ao ano. Na dívida externa, subiu de 0,94% para 2,49%. Já o custo das novas emissões no mercado interno recuou de 13,96% para 13,89%.
A proporção da dívida com vencimento em até 12 meses cresceu 3,56 pontos percentuais em setembro, chegando a 19,95%. O resultado está dentro da faixa de 18% a 22% prevista pelo Tesouro no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026. O prazo médio permaneceu em 4,10 anos. A concentração de vencimentos no curto prazo aumenta a necessidade de refinanciamento do governo e sua exposição às condições do mercado financeiro.
Os investidores estrangeiros diminuíram em R$ 20,76 bilhões suas posições em títulos públicos federais durante setembro. Com isso, os não residentes detinham 9,58% da dívida interna. As instituições financeiras continuaram como as maiores detentoras, com 31,33% do estoque, seguidas pelos fundos de investimento, com 22,93%, e pelas entidades de previdência, com 22,41%. Os fundos ampliaram suas posições em R$ 57,95 bilhões, enquanto as instituições financeiras elevaram seus investimentos em R$ 39,09 bilhões.
A reserva de liquidez do Tesouro Nacional avançou 5,33% no mês, de R$ 1,21 trilhão para R$ 1,27 trilhão. Na comparação com setembro de 2025, a alta foi de 23,30%. O recurso, conhecido como colchão da dívida, é destinado ao pagamento de compromissos do governo federal e cobre 7,71 meses de vencimentos da dívida interna, ante 7,18 meses em agosto. O estoque da dívida federal segue abaixo da faixa de R$ 9,7 trilhões a R$ 10,3 trilhões estabelecida para o encerramento de 2026. O indicador se refere à DPF em poder do público e é diferente da Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), calculada pelo Banco Central.
