
Vídeo de abordagem a menino que vendia doces em Fortaleza gera críticas e mobiliza apoio à família. (Foto: Instagram)
Uma publicação de Valéria Diniz provocou críticas após mostrar uma abordagem política a um menino que vendia doces em Fortaleza. A repercussão levou pessoas a se mobilizarem para apoiar a família. Depois que seu perfil saiu do ar, a influenciadora pediu desculpas em outra conta.
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A gravação mostra a criança se aproximando de uma mesa para oferecer doces. Valéria pergunta sobre a preferência política do menino e o incentiva a fazer o gesto de “L”, associado a Lula. Depois que ele atende ao pedido, ela se recusa a comprar os produtos.
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O episódio aconteceu no Mercado dos Peixes, na orla de Fortaleza, e começou a repercutir nas redes na quarta-feira (28). Valéria estava acompanhada de amigas, que riem durante a interação. A publicação, feita originalmente em seus stories, também incluía uma provocação dirigida à mãe da criança.
Nas imagens, o menino oferece balas e bombons quando a influenciadora começa a perguntar sobre a posição política dele e de sua família. Depois que a criança menciona Lula, Valéria pede que faça o gesto associado ao presidente. A recusa em comprar os doces ocorre em seguida.
Valéria já havia declarado apoio a Flávio Bolsonaro na eleição presidencial. A repercussão veio poucos dias depois do segundo turno e gerou críticas à forma como a criança foi abordada e exposta. A história também mobilizou pessoas em busca de ajudar o menino, que mora com a avó.
Pessoas compartilharam o caso e organizaram doações. Motociclistas e entregadores foram até a residência da família para levar itens e demonstrar apoio. Não há um balanço verificado dos valores arrecadados; por isso, números divulgados sem confirmação não indicam o total efetivamente obtido.
Após a repercussão, o perfil usado por Valéria saiu do ar. Em outra conta, ela afirmou que não queria transmitir aquela imagem e pediu perdão ao menino e aos familiares: “Desculpa de verdade. Eu não queria passar essa visão!”. A mensagem não informa se houve contato direto com a família. Também não há confirmação de decisão judicial ou procedimento policial relacionado à gravação.
