Júri condena empresário a 17 anos por morte de motorista de aplicativo em SP

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A Justiça de São Paulo condenou Fernando Sastre de Andrade Filho a 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão pela morte do motorista Ornaldo da Silva Viana e pela lesão gravíssima de Marcus Vinicius Machado Rocha. (Foto: Instagram)

A Justiça de São Paulo condenou nesta 6ª feira (30.out.2026) o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho a 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão, inicialmente em regime fechado. A condenação inclui a morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana e a lesão corporal contra Marcus Vinicius Machado Rocha, passageiro do carro de Sastre.

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O acidente ocorreu em 31 de março de 2024, na avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, zona leste de São Paulo (SP). Sastre perdeu o controle do Porsche que dirigia e atingiu o Renault Sandero de Viana. Segundo as investigações, o empresário estava em alta velocidade; no momento da colisão, o Porsche trafegava a 156 km/h. Viana foi levado ao hospital, mas morreu.

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A sentença da juíza Melanie Liesenberg, baseada no entendimento do júri, também determinou que Sastre fica inabilitado para dirigir. A magistrada afirmou que ele desconsiderou os pedidos de amigos para não conduzir o veículo. De acordo com os autos, o empresário estava sob efeito de álcool.

Na decisão, Liesenberg apontou que as advertências ignoradas e a escolha de seguir dirigindo foram consideradas elementos para reconhecer que Sastre assumiu o risco. Esse entendimento embasou o reconhecimento de dolo eventual pelo Conselho de Sentença.

A juíza também registrou que o empresário voltou a dirigir “menos de 1 mês após cumprir suspensão do direito de dirigir imposta por anterior disputa de corrida em via pública”. Segundo a sentença, a morte de Viana deixou órfã e em situação de desamparo material a filha adolescente do motorista.

Marcus Vinicius, amigo de Sastre que estava no banco do passageiro, sofreu lesão corporal gravíssima. Ele perdeu o baço, passou por várias cirurgias e segue em tratamento médico e psicológico. Antes, em depoimento à polícia e em entrevistas, Sastre negou ter consumido álcool; na audiência de 5ª feira (29.out), afirmou que bebeu dois drinks à base de uísque horas antes do acidente. Ele não poderá recorrer em liberdade.