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Justiça dos EUA barra pedido de Trump sobre votos de 20 mil eleitores


Juiz federal rejeita pedido do governo Trump para separar votos de cerca de 20 mil eleitores na Califórnia. (Foto: Instagram)

A menos de uma semana das eleições, um juiz federal rejeitou, na quarta-feira (28.out.2026), o pedido do governo de Donald Trump para separar os votos de cerca de 20.000 pessoas registradas para votar na Califórnia. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos alegava que elas poderiam não ser cidadãs norte-americanas e queria impedir a contagem das cédulas até a verificação da cidadania.

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A solicitação foi apresentada em 15 de outubro, em uma ação contra o Estado. Para montar a lista, o governo federal cruzou registros eleitorais com informações de imigração, passaportes e seguridade social.

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A Califórnia questionou a exatidão dos dados. Em uma amostra de 200 registros examinada pelo condado de Los Angeles, 42,9% correspondiam a inscrições canceladas, 4,6% estavam inativos e 42,4% continuavam ativos. Os dados apresentados ao tribunal também indicaram que 71,2% das pessoas listadas nunca haviam votado.

O juiz David O. Carter afirmou que a medida poderia retirar o direito ao voto de cidadãos habilitados. Ele também apontou possíveis violações à Lei Nacional de Registro Eleitoral (National Voter Registration Act), que limita a remoção sistemática de eleitores nos 90 dias anteriores a eleições federais.

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos estão marcadas para 3 de novembro. A votação definirá as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, cerca de um terço do Senado e cargos estaduais e locais.

A disputa já havia chegado ao Tribunal de Apelações do Nono Circuito em 26 de outubro. Na ocasião, a Corte negou um primeiro pedido emergencial do governo, por considerar que não tinha competência para analisá-lo naquele momento.

Após a decisão de Carter, o Departamento de Justiça voltou a recorrer ao tribunal e pediu que as cédulas não fossem contadas até a confirmação da cidadania dos eleitores. O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, celebrou a decisão e disse que a iniciativa poderia impedir milhares de pessoas de exercer o direito ao voto. O caso continua em andamento.

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