
Alexandre de Moraes arquiva inquérito contra Monark por suspeita de descumprir decisão judicial (Foto: Instagram)
O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou, na 4ª feira (28.out.2026), o arquivamento do inquérito que investigava o influenciador Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark, por suspeita de descumprir uma decisão judicial. A medida foi tomada a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR).
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A apuração buscava determinar se publicações de Monark contrariaram ordens judiciais que o proibiam de divulgar conteúdos considerados contrários ao sistema eleitoral. Para a PGR, houve descumprimento de medida cautelar imposta pelo STF, mas a conduta já havia sido analisada no processo original e recebeu uma sanção específica. Por esse motivo, o órgão entendeu que não havia justa causa para abrir uma investigação autônoma.
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Ao acolher a manifestação da PGR, Moraes ressaltou que cabe ao Ministério Público Federal, responsável pela ação penal pública, decidir se apresenta denúncia ou se pede o arquivamento de uma investigação.
O caso teve início em 14 de junho de 2023, quando Moraes determinou o bloqueio das redes sociais de Monark. A decisão ocorreu após o setor de combate à desinformação da Corte Eleitoral identificar declarações do influenciador que levantavam dúvidas sobre o processo eleitoral e poderiam, segundo a avaliação da época, ser passíveis de censura.
As declarações foram feitas no canal de Monark na plataforma Rumble. Ele questionou por que o Supremo estaria disposto a arcar com custos políticos para garantir transparência nas eleições, ao mesmo tempo que, em sua avaliação, o TSE censurava pessoas e Alexandre de Moraes prendia outras. Também perguntou se havia alguma “maracutaia” nas urnas e levantou a hipótese de manipulação do sistema ou das eleições.
Em 28 de julho de 2023, diante do descumprimento da ordem, Moraes impôs a Monark uma multa de R$ 300 mil e determinou ao Banco do Brasil o bloqueio imediato do valor. Com a decisão mais recente, o ministro acolheu o entendimento da PGR e encerrou o inquérito. Monark foi procurado por e-mail para comentar a decisão do STF, mas não havia respondido até a publicação da reportagem.








