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Mulher morre após suposta orientação do ChatGPT sobre medicamentos


Pais de engenheira chinesa que morreu em Seattle processam a OpenAI e alegam que o ChatGPT influenciou mudanças em seu tratamento para epilepsia. (Foto: Instagram)

A morte de Bowen Wan, engenheira de software chinesa de 31 anos que morava em Seattle, nos Estados Unidos, levou seus pais a processarem a OpenAI, responsável pelo ChatGPT. Apresentada em 27 de outubro, a ação acusa o chatbot de influenciar a jovem a diminuir, sem acompanhamento médico, a medicação usada para controlar a epilepsia.

Durante uma ligação com o pai, Qun Wan, Bowen parou de falar. Ele pensou que ela pudesse estar tendo uma crise convulsiva, pois a filha convivia com epilepsia havia vários anos. Depois que recobrou a consciência, ela disse que conversariam mais tarde, após descansar. Nos dias seguintes, deixou de atender às chamadas da família, que vive na China. Os pais pediram que alguém verificasse a residência e acompanharam por videochamada o momento em que um amigo encontrou Bowen.

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A morte da jovem, ocorrida em fevereiro, surpreendeu os familiares, que acreditavam que a epilepsia estava controlada com medicamentos. A causa foi atribuída à morte súbita e inesperada na epilepsia, conhecida pela sigla SUDEP. Embora a epilepsia afete cerca de uma em cada 26 pessoas ao longo da vida, essa complicação fatal atinge aproximadamente um em cada mil adultos com a condição.

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A SUDEP costuma acontecer à noite ou durante o sono. Em muitos casos, a pessoa é encontrada de bruços, como teria ocorrido com Bowen. Uma das principais formas de reduzir o risco é manter as crises convulsivas controladas, seguindo o tratamento recomendado por profissionais de saúde. O pai acreditava que a filha estava conseguindo controlar a doença com os medicamentos.

Qun Wan identificou possíveis questões relacionadas ao tratamento ao descobrir que, pouco antes de morrer, Bowen havia consultado o ChatGPT sobre como reduzir a dose dos remédios. Segundo a família, ela buscava mudar a medicação por conta própria e teria contado ao chatbot que sentia menos energia e enfrentava dificuldades cognitivas.

Os familiares alegam que, em vez de destacar a importância de procurar orientação médica, a ferramenta teria encorajado Bowen a persistir nas decisões, mesmo diante de recomendações contrárias de profissionais de saúde. Essas alegações constam do processo e ainda serão analisadas pela Justiça.

Os advogados da família processaram a OpenAI e seu CEO, Sam Altman, por morte indevida. Protocolada na terça-feira (27), a ação atribui à empresa responsabilidade pelo ocorrido. A OpenAI afirmou que o caso envolve uma versão antiga da ferramenta.

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