
Netanyahu deve permanecer como premiê interino após seu bloco não alcançar maioria no Parlamento israelense. (Foto: Instagram)
Benjamin Netanyahu (Likud, direita) deverá permanecer como primeiro-ministro interino de Israel depois que seu bloco não obteve maioria parlamentar nas eleições. A informação foi divulgada na terça-feira (27.out.2026), segundo a Reuters. Sem uma maioria definida, os partidos terão de negociar a formação de um novo governo.
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Com quase 86% dos votos apurados, três emissoras israelenses projetaram que o bloco de Netanyahu conquistaria 53 das 120 cadeiras do Parlamento. A oposição, liderada por Gadi Eisenkot, ficaria com 48 assentos. Os partidos árabes israelenses devem obter 19 cadeiras, resultado recorde.
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Para formar um governo, Eisenkot precisaria do apoio dos partidos árabes, uma aliança rejeitada por grande parte das lideranças políticas judaicas do país. Enquanto as legendas negociam, Netanyahu deve seguir no cargo. O premiê poderá permanecer como interino até uma nova eleição, prevista para 2027.
O Likud afirmou, sem apresentar provas, que Catar e Turquia financiaram ações para influenciar o voto em comunidades árabes. Diante das suspeitas de financiamento estrangeiro e suborno eleitoral, o presidente do Comitê Central de Eleições, juiz Noam Sohlberg, determinou que o Shin Bet, serviço de segurança interna, investigue o caso. A apuração deve ser concluída em uma semana.
O chefe do Shin Bet, David Zini, declarou que a votação ocorreu sem anormalidades. A polícia israelense também havia negado suspeitas de fraude eleitoral. As eleições nacionais são realizadas por meio de votos em partidos, e não em candidatos específicos: as legendas disputam as 120 vagas do Knesset.
Este é o primeiro pleito no país desde os ataques de 7 de outubro e o início da guerra em Gaza. Depois da divulgação dos resultados, o presidente de Israel, que exerce a função de chefe de Estado, consulta os partidos eleitos para identificar qual líder tem maior chance de formar uma coalizão com pelo menos 61 deputados.
O líder escolhido assume como primeiro-ministro, chefe de Governo, quando sua coalizão e sua plataforma política são aprovadas oficialmente pelo Knesset. O bloco de Netanyahu, liderado pelo Likud, reúne partidos ultraortodoxos de direita, entre eles Shas, United Torah Judaism, Otzma Yehudit e Religious Zionist Party. A coalizão propõe avançar a reforma judicial, ampliar a influência religiosa no Estado e consolidar o controle israelense na Cisjordânia e em Gaza.
O bloco de oposição, liderado por Gadi Eisenkot, tem o apoio de Yashar!, Beyachad, The Democrats e Yisrael Beyteinu. De origens ideológicas diversas, o grupo defende uma comissão independente para investigar os acontecimentos de 7 de outubro de 2023, a restauração das relações diplomáticas internacionais de Israel e o combate à violência extremista na Cisjordânia.








