
Embaixador da Noruega no Brasil prevê intensificação das relações econômicas com o país após acordo entre Mercosul e Efta. (Foto: Instagram)
O embaixador da Noruega no Brasil, Kjetil Elsebutangen, afirmou que espera uma intensificação das relações econômicas entre os dois países nos próximos anos. A entrada em vigor do acordo entre o Mercosul e a Efta deve abrir novas oportunidades comerciais e ampliar o intercâmbio entre os blocos.
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O tratado começa a valer no domingo (1º.nov.2026). A Efta, Associação Europeia de Livre Comércio, é formada por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein. O acordo foi assinado por representantes dos dois blocos em setembro de 2025 e regulamentado no Brasil por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 25 de setembro de 2026.
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Ao comentar a parceria na 5ª-feira (29.out), Elsebutangen afirmou que, em um cenário no qual a política comercial é usada como instrumento político, Mercosul e Efta seguem uma via diferente. Segundo os dados de comércio de 2025, o Brasil exportou US$ 1,54 bilhão para a Noruega, que ocupou a 39ª posição entre os destinos dos produtos brasileiros. No sentido inverso, o Brasil importou US$ 807 milhões do país nórdico, que ficou em 46º lugar entre as origens das importações brasileiras.
Metade dos produtos comercializados pelos dois blocos terá isenção de tarifas a partir do início da vigência do acordo. A cobertura deverá aumentar de forma gradual até alcançar 99% dos itens. Entre os produtos noruegueses beneficiados está o salmão, cuja importação pelo Brasil ficará livre de tarifas a partir de novembro de 2026. Empresas do setor na Noruega avaliam que há grande potencial para ampliar as vendas a restaurantes brasileiros.
Empresas norueguesas também planejam aumentar as compras de soja do Brasil para produzir ração para salmão. A matéria-prima deverá atender a critérios de rastreabilidade, capazes de identificar se a produção está de acordo com parâmetros ambientais.
O embaixador também prevê crescimento dos investimentos entre os dois países. Atualmente, o Brasil é o quinto maior destino dos investimentos noruegueses, atrás apenas dos Estados Unidos e de países europeus. Para Elsebutangen, há oportunidades tanto na transição para uma economia verde quanto nos setores de petróleo e gás, áreas em que a Noruega tem destaque.
A política norueguesa, disse o embaixador, não prevê encerrar a produção de petróleo de imediato. Na avaliação dele, é necessário manter a produção de combustíveis fósseis enquanto se investe na transição energética.








