
Papa Leão 14 pediu uma cédula para votar por correspondência nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos. (Foto: Instagram)
O Papa Leão 14 pediu uma cédula para votar por correspondência nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, segundo informações publicadas pelo Chicago Sun-Times nesta quinta-feira (30.out.2026). Caso vote, será o primeiro líder católico em exercício a participar de uma eleição nos EUA. Christopher Hale, autor do boletim “Letters from Leo”, também apontou que seria a primeira vez que um papa votaria em uma eleição secular enquanto ocupasse o cargo.
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O pedido foi apresentado em 3 de outubro de 2026, de acordo com um funcionário do cartório eleitoral do Condado de Will, em Illinois, citado pelo jornal. Leão 14 está registrado para votar em um endereço de New Lenox, Illinois, onde vive seu irmão mais velho, John Prevost. Até quinta-feira (29.out.2026), o cartório não havia recebido a cédula preenchida, segundo apuração da NBC News. Não se sabia se o papa havia completado ou enviado o documento.
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Mesmo morando na Cidade do Vaticano, o papa continua registrado como eleitor em Illinois. As regras do Estado permitem solicitar o voto por correspondência sem apresentar justificativa. A legislação federal também autoriza cidadãos americanos elegíveis que vivem no exterior a votar por diferentes meios, entre eles o correio. Em novembro, estarão em disputa uma vaga no Senado dos EUA, o governo de Illinois e outros cargos estaduais e locais.
Antes de se tornar papa, no ano passado, Leão 14 participou de várias eleições e primárias nos Estados Unidos. Registros do Condado de Will divulgados pelo New York Times e pela CBS News indicam que ele votou à distância nas eleições gerais de 2024. Seu histórico também registra participação nas primárias presidenciais republicanas de 2012 e 2016, nas primárias republicanas de 2014, na primária presidencial democrata de 2008 e nas primárias democratas de meio de mandato de 2010.
O papa e o presidente Donald Trump (Partido Republicano) têm trocado críticas públicas sobre as políticas de imigração e externa dos EUA, especialmente a decisão americana de entrar em guerra contra o Irã. Após o início do conflito, Leão 14 alertou que uma “espiral de violência” poderia se transformar em “um abismo intransponível”.
Leão 14 também criticou uma publicação de Trump no Truth Social sobre o Irã. Nela, o presidente advertiu que “toda uma civilização morrerá esta noite”. O papa considerou a declaração “verdadeiramente inaceitável” e disse que “todos os ataques à infraestrutura civil são contra o direito internacional”.
Em resposta, Trump chamou o líder católico de “FRACO no combate ao crime” e “péssimo para a política externa” em uma publicação no Truth Social. Também escreveu que Leão deveria ser “grato” e alegou, sem apresentar evidências, que, sem sua presença na Casa Branca, “Leão não estaria no Vaticano”. O papa declarou: “Não tenho medo do governo Trump, nem de falar abertamente a mensagem do Evangelho, que é o que acredito ser minha missão.”
