Tarcísio admite que poderá disputar a Presidência em 2030

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Tarcísio de Freitas afirmou que concluir bem o segundo mandato como governador pode abrir caminho para uma candidatura à Presidência em 2030. (Foto: Instagram)

Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, afirmou pela primeira vez que uma candidatura à Presidência da República em 2030 é possível. Em entrevista concedida no Palácio dos Bandeirantes e publicada pelo jornal Estadão nesta 5ª feira (29.out.2026), disse que concluir bem o 2º mandato “obviamente abre uma possibilidade” de concorrer ao Planalto.

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A declaração representa uma mudança em relação às manifestações anteriores do governador, que evitava tratar diretamente de suas ambições presidenciais. Na entrevista, ele também comentou a situação fiscal do país e defendeu que o governo federal ajuste os gastos. Questionado sobre um vídeo em que reconheceu o resultado das eleições, visto por políticos como possível sinal de disposição para disputar a Presidência, respondeu que seu foco é cumprir os compromissos com São Paulo. Como exemplos, mencionou 14 hospitais entregues no 1º mandato e 20 unidades em construção.

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Tarcísio afirmou que uma eventual candidatura não seria decidida individualmente, mas avaliada em grupo. Também disse que a fé influencia suas escolhas políticas. Segundo ele, acredita na “vontade do Senhor” e entende que portas abertas ou fechadas por Deus indicam, respectivamente, um projeto a seguir ou um livramento. O governador declarou ainda que dedica seus projetos ao Senhor e confia que ele aponta o caminho.

Na área econômica, Tarcísio criticou o que considera uma incoerência fiscal do governo federal e alertou para a possibilidade de recessão. Na avaliação do governador, é necessário tomar medidas para evitar que o país entre nesse cenário. Ele descreveu uma oposição entre as políticas monetária e fiscal: enquanto o Banco Central tenta reduzir a pressão econômica com juros altos, o governo, segundo ele, aumenta os gastos.

O governador disse que a taxa de juros está “beirando os 15%, 13,75%, podendo aumentar”. Também criticou a condução fiscal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que ele sempre considerou que o Brasil suportaria mais endividamento. Tarcísio comparou o país a nações com diferentes perfis de dívida e projetou que a relação entre dívida e PIB pode alcançar 120% ou 130%.

Tarcísio se opôs a transferir o custo do ajuste fiscal para as pessoas mais vulneráveis e defendeu uma “reforma total do orçamento”, com destaque para a desvinculação de receitas. Segundo ele, as despesas discricionárias já correspondem a apenas 5% do orçamento e podem diminuir ainda mais caso sejam aprovadas novas vinculações, como os 2% reivindicados pela área de defesa. Ele citou a experiência de São Paulo, onde afirmou ter promovido a desvinculação de receitas na Constituição estadual, o que permitiu criar uma tabela do SUS paulista e ampliar ao mesmo tempo o orçamento da educação. Sobre desvincular o reajuste das aposentadorias do salário mínimo, disse que é uma proposta a ser estudada.